Domingo, 19 de outubro de 2014 - 06h38
Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba (MG)
Dizemos que o ser humano é um dos seres vivos do planeta dotado de razão e inteligência, capaz para decidir entre o bem e o mal e direcionar sua vida para o futuro. Num contexto de fé, ele tem uma história iluminada por Deus e projetada dentro de um caminho de salvação. Com isto, é humano com finalidade divina e sua vontade deve estar sempre subordinada à de Deus.
Sendo Deus o Senhor da história, os atos do homem e os (atos) humanos devem estar subordinados aos critérios das palavras da fé. O ser humano tem primazia entre todas as criaturas, mas não é dono do mundo. Há limites definidos de responsabilidade e de respeito para com o alheio. O que realizamos fora desses parâmetros, chamamos de violência e de desrespeito.
Na via da história da sociedade temos a autoridade política, que cuida da ordem e do bem público, e que deve ser respeitada dentro de seu campo. Mas também o poder público tem seus limites e estão subordinados aos princípios da Palavra de Deus. Essas autoridades não podem exigir o que só a Deus é devido.
Por constituição básica, o ser humano está sujeito a duas forças de poder, uma política e outra religiosa. Por força da origem, ele é político, em vista do bem comum, e religioso como inspiração natural de seu ser e destino divinos. Jesus harmoniza essas duas realidades com a expressão: “Dai, pois a Cézar o que é de Cézar e a Deus o que é de Deus” (Mt 22,21).
A autoridade deve saber que ela é instrumento de Deus para executar uma tarefa. Elegemos Presidente da República para que ele serva o país, administre o bem público de forma correta, tendo como meta principal a dignidade do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus.
Nenhuma autoridade é eterna e absoluta. Se o povo a elege, deveria também destitui-la no caso de improbidade administrativa. Isto significa exercer seu direito de cidadania e fazer a vontade de Deus no cumprimento da justiça.
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