Terça-feira, 18 de outubro de 2011 - 20h18
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Roberto Luiz d’Avila
Na semana em que se comemora o Dia do Médico (18 de outubro) proponho a seguinte questão: Afinal, quanto vale a Medicina? Ora, a Medicina trabalha em prol da vida e do bem estar dos indivíduos e do coletivo. Sendo assim, podemos considerar que ao valorizá-la está sendo valorizada também a própria existência de cada ser humano.
Isso exige o estímulo à boa prática médica e à melhora da assistência. Para tanto, impossível ignorar a importância da adoção imediata por parte dos gestores – públicos e privados – de medidas que representem a oferta de melhores condições de trabalho aos profissionais, o respeito à sua autonomia no atendimento dos pacientes e o retorno a cada médico de honorários dignos e adequados, correspondentes à formação e à responsabilidade que lhes são exigidos.
Atualmente, assistimos nossa categoria se mobilizar. Na Saúde Suplementar, consolida-se a luta contra as operadoras, cuja cultura do lucro ignora a vida. No âmbito do SUS, aumenta a insatisfação com a indiferença histórica dos tomadores de decisão, que compromete a prática da Medicina e o direito dos 190 milhões de brasileiros de acesso universal, integral e equânime a serviços assistenciais, conforme previsto na Constituição e em leis específicas.
Seremos, sim, corporativos se isso representar o pleito para que os médicos possam trabalhar plenamente, garantindo aos seus pacientes o diagnóstico e o tratamento que esperam. Seremos, sim, corporativos, se formos obrigados a manter o confronto com os empresários que penalizam a população seduzida por promessas de atendimento diferenciado.
Estaremos alertas contra as soluções mirabolantes e falaciosas que fazem um desserviço à Nação. Por isso, bradamos alto contra a abertura de novas escolas médicas, pois o país não necessita de mais médicos, mas de uma carreira de Estado que estimule sua fixação nas áreas de difícil provimento. Também combatemos os argumentos que pretendem estender a outros profissionais a possibilidade do diagnostico e da prescrição, uma prerrogativa dos médicos cuja flexibilização coloca a segurança de todos em risco e abre as portas para a assistência de segunda linha, reservando os médicos apenas aos ricos.
Os médicos não pactuam com o silêncio. Por meio do CFM, eles se expressarão com o intuito de construir um projeto legítimo de Brasil. A sociedade nos acompanhará nesta jornada, pois, enxerga na Medicina o abraço solidário negado por tantos. Juntos, mostraremos – acima de tudo – o valor da vida.
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