Sábado, 3 de outubro de 2015 - 05h07
Por Humberto Pinho da Silva
Nicola Bux, é professor de Liturgia Oriental e Teologia Sacramental, na Faculdade Teológica de Bari – Itália.
Segundo ele, a celebração eucarística, nas nossas igrejas, tornou-se cansativa e rotineira. Falta-lhes beleza e principalmente explicação do “ que acontece lá”.
Os fiéis vão à missa, por obrigação ou dever, mas (a maioria) não sabe o que é a celebração eucarística, para poder participar e compreender.
É natural que jovens, e não só, fujam de ir ao culto, aos domingos, porque, e cito Bux, ficam “enfastiados da missa”.
As leituras, por vezes, são extensas, as homilias herméticas, incompressíveis para a maioria dos crentes.
Recordo, que estando em Roma, no convento anexo à Basílica de Santo António, frade, que vivia no Brasil, falou-me da proliferação das seitas, que arrebanham milhares, transformando os templos em verdadeiros hipermercados de bênçãos.
Interroguei o motivo de tão vertiginosa expansão, quando a sociedade parece ter-se tornado agnóstica.
Explicou-me que se deve ao facto dos pastores falarem-lhes em termos comuns, ilustrando as homilias com casos da vida real e quotidiana.
Quando o sacerdote quer mostrar erudição ou na prática enreda, não expondo a doutrina com palavras que os ouvintes compreendam, a missa torna-se enfadonha e os crentes saem em jejum.
No livro que Nicola Bux publicou: “ Como Ir à Missa Sem Perder a Fé” – editado por Piemme (Milão), aborda também os símbolos e gestos litúrgicos, que não sendo devidamente explicados, são incompreendidos pela assembleia.
Já que poucos comparecem à catequese de adultos, nem participam em movimentos ou associações religiosas, parece-me que seria prudente, que no início da missa, o sacerdote tivesse pequena palestra (conversa) sobre cristianismo: o que é e o que significa a celebração eucarística.
Ideal seria que fosse acompanhado de folhas volantes, distribuídas ou colocada numa mesinha, à entrada. Certa vez, alguém, sugeriu que cada Igreja, cada pároco, tivesse site ou página numa rede social – só de uso dos aderentes ao grupo – onde abordasse temas religiosos.
Deste modo podia haver conhecimento melhor dos membros que frequentam o templo.
Não digo tanto; mas pelo menos pequenina explicação, no início da missa, parece-me útil e extremamente necessário.
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