Domingo, 26 de junho de 2016 - 15h05
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LUIZ LEITE DE OLIVEIRA (*)
Esse artigo é dedicado aos porto-velhenses, rondonienses, que tiveram que sair do Estado, para fazer estudos superiores e se formar. Rafaella Raissa Cieslak de Oliveira é apenas um exemplo e simboliza muitos outros.
Seus pais, o arquiteto Vagner e a professora Rosi, vieram do Paraná e aqui se estabeleceram profissionalmente, por amar tanto Rondônia, a terra que os abraçou, e quiseram que seus filhos nascessem, aqui na Amazônia, em Porto Velho. Eles andaram no trem da Ferrovia Madeira-Mamoré e beberam a água do majestoso rio Madeira.
Neste final de semestre de 2016, agora Dra. Rafaella, concluiu o curso de Medicina na Universidade Regional de Blumenal, SC. Não é apenas mais uma rondoniense que venceu.
Ao se fazer uma reflexão, sobre essa trajetória percorrida de um curso dificílimo, de dias e noites, na aprendizagem interrupta, de aprender a luta pela cura... e bom que se diga, que a Medicina exige sacrifício, não fácil obter esse canudo..No mínimo não foi fácil. é uma conquista. Um profissional da saúde é um sacerdócio.
Ser médico não é apenas uma profissão, das ciências humanas...É mais que isso, que está sempre a desafiar e exigir grandes estruturas para a Saúde. Pois a competência medica brasileira é reconhecida, é presente e, impõe ao médico um grande desafio que vencer à falência do sistema de saúde que é precário.
Como muitos rondonienses que saem daqui em busca do seu ideal noutros lugares, preparam-se. O Brasil parece pequeno. Estudam lá foram, principalmente o curso de Medicina. Em Cuba, na Bolívia, no Paraguai, no Uruguai, países, mais próximos de Rondônia. Lá não é barato e a família de longe, tem que bancá-los. Um grande sacrifício.
Ao retornar com o curso concluído, se deparam com outra realidade, ao barrar com o Conselho de Medicina, que exige “adaptação curricular” dentro dos padrões da medicina no Brasil. Só assim, poderão atuar. Rondônia recebe esses jovens rondonienses preparados? Oferece um emprego digno à sua formação?
Ser médico é assim queria ser Rafaella desde pequena aqui em Porto Velho.
Para estudar Medicina, teve que se afastar dos amigos e das três amadas criaturas: Vagner, pai; Rosy, a mãe e Felipe seu irmão.
Fez um “bye, bye Brasil” às avessas. Saiu de Rondônia, foi para Blumenau (SC) estudar. Formou-se.
De longe, seus pais, foram os apoiadores os guardiões, da torcida, na retaguarda dessa conquista e sempre nos seus pensamentos.
Foram anos difíceis para Rafaella, como para muitos que vão ter sair de sua terra, em busca de seu ideal. Nada foi fácil, de muitos estudos, expectativa de ter que entender, saber da dor...
Sim, da compaixão do humano. Mas, confortante, do sublime momento de salvar uma vida, da esperança, da missão cumprida.
Ela está preparada. Será que Rondônia está preparada para recebê-la?
Aqui, em Porto Velho, sua terra Amazônica, que a viu nascer uma cabocla mistura de polonesa, italiana...é isso? Estamos muito orgulhosos da tua chegada ao pódio especial, dessa Olimpíada, e te aplaudimos por isso.
Árdua batalha, uma luta, que finalmente chega para abraçar uma das profissões de maior compromisso com a humanidade.
Discreta, mas decisiva tu chegou lá e, é uma honra para nós.
Que o grande arquiteto do Universo te Proteja nessa caminhada. Com certeza ele te acompanhará nessa sua missão de salvar vidas.
(*) O autor é arquiteto e urbanista, pensador, pesquisador, presidente da Associação de Amigos da Madeira-Mamoré.
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