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Porto de Porto Velho completa 50 anos como símbolo de transformação logística e econômica da Amazônia


A data marca meio século de atividade de um terminal que consolidou sua relevância como equipamento logístico estratégico para o escoamento da produção da região Norte - Gente de Opinião
A data marca meio século de atividade de um terminal que consolidou sua relevância como equipamento logístico estratégico para o escoamento da produção da região Norte

O Porto de Porto Velho, administrado pela Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (Soph), completa 50 anos de operação neste 20 de julho. A data marca meio século de atividade de um terminal que consolidou sua relevância como equipamento logístico estratégico para o escoamento da produção da região Norte e para a integração comercial com outros países.

Inaugurado em 1975, o porto iniciou sua história muito antes como uma instalação voltada para uso militar. Com o tempo, tornou-se um ponto essencial na rede de infraestrutura da Amazônia. A transformação veio com a delegação da gestão ao governo de Rondônia, por meio de convênio firmado em 1997 com o governo federal. A criação da Soph, no mesmo ano, foi o marco institucional que deu início a uma nova fase de investimentos, modernizações e ampliação da capacidade operacional.

Nesse mesmo período, uma das principais empresas exportadoras de soja e milho do Norte do país passou a operar como arrendatária no Porto de Porto Velho, em 1997, implantando uma estrutura própria para o escoamento de grãos. A presença da operadora portuária marcou o início da inserção do terminal na rota de exportação do agronegócio. A partir dali, consolidou-se como corredor logístico para o escoamento da produção de Rondônia e de estados vizinhos, com destino a diversos mercados internacionais.

Construção do cais flutuante, inaugurado em 1988. Na época, foi considerado a primeira obra do gênero na América Latina (Acervo) - Gente de Opinião
Construção do cais flutuante, inaugurado em 1988. Na época, foi considerado a primeira obra do gênero na América Latina (Acervo)

Ao longo de cinco décadas, o porto passou de um terminal de alcance regional a uma plataforma intermodal com papel central na exportação de grãos, peixes, madeira e importação de fertilizantes. O crescimento do agronegócio, aliado à navegação pelo rio Madeira, consolidou o Porto de Porto Velho como rota estratégica para o Arco Norte, viabilizando a conexão com os mercados internacionais por meio dos rios Amazonas e Solimões.

No último ano, o porto registrou crescimento de 10% na movimentação de cargas. A estrutura atual inclui 12.059,1 mil metros quadrados de área de armazenamento e  875.987,42 mil metros quadrados de área primária alfandegada, rampas para balsas e terminal graneleiro, além de um cais flutuante com operação o ano inteiro. Também estão em curso obras de modernização, como a conclusão da nova sede administrativa, e a ampliação do cais flutuante, equipamento essencial para o embarque e desembarque durante os períodos de cheia e seca.

RECONHECIMENTO NACIONAL

Nos últimos três anos, o Porto de Porto Velho tem sido reconhecido nacionalmente por sua gestão eficiente e pelos avanços estruturais promovidos pela Soph. Em 2022, conquistou o primeiro lugar na categoria “Avanço” do Prêmio Portos + Brasil, promovido pelo Ministério de Portos e Aeroportos (Mpor), devido às melhorias operacionais e de infraestrutura. No ano seguinte, ficou em segundo lugar na categoria “Variação da Margem EBITDA”, indicador que avalia a rentabilidade e eficiência das operações portuárias. Já em 2024, recebeu o primeiro lugar na categoria “Conformidade regulatória” no 7º Prêmio ANTAQ, como reconhecimento pelas boas práticas regulatórias adotadas no quinquênio 2019–2023. Esses prêmios consolidam o terminal como uma referência no setor portuário da Amazônia.

Desde 1997, o Porto de Porto Velho passou a operar com o transporte regular de soja, marcando o início de sua inserção na rota de exportação do agronegócio - Gente de Opinião
Desde 1997, o Porto de Porto Velho passou a operar com o transporte regular de soja, marcando o início de sua inserção na rota de exportação do agronegócio

CENTRO LOGÍSTICO

A data também representa um ponto de inflexão. Ao completar 50 anos, o Porto de Porto Velho busca consolidar-se como centro logístico internacional. A recente operação-piloto com exportação de pescado para o Peru, por meio dos rios Madeira, Amazonas e Solimões, evidencia essa nova estratégia de diversificação. A exportação de produtos refrigerados, minérios e cargas de maior valor agregado passa a ser prioridade para os próximos anos.

A partir de 2023, o Porto de Porto Velho avançou na assinatura de quatro novos contratos operacionais, com foco na ocupação das áreas ainda disponíveis e no fortalecimento da atividade portuária. A expectativa da Soph é ampliar os arrendamentos a operadores privados e integrar o terminal a outros modais logísticos, como a BR-364, o Aeroporto Internacional de Porto Velho e eventuais rotas de conexão com o Pacífico. A meta é consolidar Rondônia como um hub logístico estratégico entre o Brasil, a América Andina e os mercados asiáticos.

FUTURO E COMPETITIVIDADE

O governador de Rondônia, Marcos Rocha destacou o papel do porto na economia estadual. “O Porto de Porto Velho é um ativo fundamental para o crescimento de Rondônia. Os investimentos feitos nos últimos anos reforçam a importância do terminal na geração de emprego, na atração de empresas e na logística de exportação.”

Ao celebrar o cinquentenário, o diretor-presidente da Soph, Fernando Parente, afirma que o desafio agora é garantir sustentabilidade e competitividade. “O Porto de Porto Velho completa 50 anos com um legado consolidado e uma agenda estratégica para o futuro. Nosso foco é atrair novos negócios, ampliar a movimentação de cargas e fortalecer a integração regional. A história do porto é a história do desenvolvimento de Rondônia”, ressaltou.

Comemorando cinco décadas de operação, o porto inicia uma nova etapa, marcada por planejamento, diversificação e fortalecimento das cadeias produtivas da Amazônia. A celebração dos 50 anos é também um convite à sociedade para reconhecer o papel do terminal na construção do futuro econômico da região.

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