Domingo, 8 de fevereiro de 2026 - 12h05

Mais uma
professora foi assassinada por um aluno dentro da sala de aula. Esse é o
reflexo da onda de selvageria que domina a cidade de Porto Velho. E não somente
a capital porto-velhense, mas o Brasil inteiro. Os números da violência não
podem permitir o sono tranquilo dos que têm sobre seus ombros a
responsabilidade de garantir a paz da população rondoniense. É inaceitável a
ocorrência de fatos como os que têm marcado o cotidiano dos moradores da
capital. Qualquer motivo é suficiente para desencadear-se clima de aguda
selvageria, quase sempre associado ao uso de drogas e ao exagerado consumo de
bebidas alcoólicas.
A
violência é causada por um sem-número de fatores. Não vou entrar nessa seara.
Deixo isso para os especialistas no assunto. Realço, porém, duas de suas
principais causas: ausência do temor de Deus e corações vazios de princípios
divinos como amor, empatia e paciência. Quando Deus deixa de ser a verdadeira
fonte da vida, o egoísmo, a indiferença e comportamentos agressivos passam a
preencher o coração da pessoa, resultando em desordem familiar e social e no
aumento da violência.
Aceitar
as coisas como elas se nos apresentam, sem o menor esboço de reação, é
renunciar a própria condição de cidadãos. Permitir, portanto, que se vão
sucedendo essas coisas, sem o mínimo gesto de repulsa e indignação, constitui
tolerância demasiada e cumplicidade, ou, então, convivência inadmissível.
Estão, contudo, as autoridades, responsáveis pela segurança e tranquilidade da
população, na obrigação de encararem seriamente o problema da violência, sob
pena de serem consideradas (não sem alguma razão) patrocinadores da selvageria
e da bestialidade que a todos assustam.
Quinta-feira, 2 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)
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