Terça-feira, 3 de fevereiro de 2015 - 14h02
Por Humberto Pinho da Silva
Certa vez jovem universitária, natural de Gand, depois de ter ido passear pela Itália, disse-me: “ Pobre Bélgica, que tão pobre é em monumentos! …”
Todos sabemos que seu país é rico em obras de arte e possui cidades históricas, pesadas de magníficos prédios e monumentos notáveis.
Na ocasião estranhei esse desabafo; mais tarde, reflectindo, constatei que todos nós admiramos o que é dos outros, e o que está longe.
Estando no Rio de Janeiro a conversar com familiar, rapazinho pediu-me que comprasse, na Europa, relógio da marca X.
Estranhei esse desejo, já que sabia que havia, em Manaus, fábrica da marca e os modelos eram iguaizinhos aos que se fabricavam na Suíça.
O jovem, meio embaraçado, explicou-me: “além de terem a indicação de: feitos na Suíça, eram melhores, porque eram de origem…”
Mesmo sabendo que não é racional, temos tendência de apreciar o que não conhecemos.
Numa curiosa entrevista, Amália Rodrigues, confessou que só apreciava e admirava os autores dos poemas que cantava, antes de os conhecer pessoalmente.
Logo que fossem apresentados, todo o encanto desabava. O homem de letras, que ela imaginara alto, elegante e voz bem timbrada, era, para seu desencanto, baixo, barrigudo e de voz aflautada.
É que o intelectual, em regra, só é endeusado por aqueles que o não conhece. Não há homem de valor para os que vivem com ele, na mesma casa e utilizam os mesmos cómodos.
Eis o motivo por que muitos escritores preferem levar vida recatada, longe dos olhares dos leitores, para serem admirados e respeitados.
O convívio, a presença física, retira, do intelectual, a auréola misteriosa, que o homem comum costuma fantasiar ao redor dos ídolos.
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