Quarta-feira, 24 de julho de 2024 - 10h06

Li que a ex-deputada federal Mariana Carvalho conseguiu reunir onze
partidos em torno de sua candidatura à prefeitura de Porto Velho. Um número
bastante expressivo de aliados, não se tem dúvida. São tantos os partidos que,
citá-los, seria abusar da paciência do leitor/eleitor e desperdiçar espaço de
jornal.
Qual a explicação para esse fenômeno? É que no
Brasil partidos adoram fazer alianças
políticas, certo? E as alianças são costuradas tendo como base afinidades
ideológicas e doutrinárias, certo? Além disso, no Brasil política com P
maiúsculo é feita de compromissos, certo? E não é qualquer um deles, certo?
Esses compromissos precisam trazer em si o gene do interesse público, que
precisa estar em primeiro plano, numa democracia representativa, certo? Afinal,
é para o povo que se deve trabalhar politicamente, visando sempre o bem comum,
certo?
Tudo muito bom, tudo muito
bem. Infelizmente, no Brasil do “Mateus, primeiro os meus”, do “é dando
que se recebe”, do toma lá dá cá, a verdadeira definição de coligação tem sido
brutalmente desfigurada na sua essência e na sua objetividade por dirigentes de
partidos que ignoram esse aspecto em troca de seus próprios interesses ou do
grupo de que participam. Além de garantir-lhe mais tempo no horário eleitoral
gratuito, não sei mais até que ponto é proveitoso para Mariana Carvalho essa
quantidade de partidos gravitando em torno de sua candidatura, mas posso
afirmar, sem medo de errar, que, eventualmente eleita, ela terá muita
dificuldade na hora de dividir o bolo com tantos comensais, pois sempre vai
aparecer alguém achando que tem direito a pegar o maior pedaço, quando, então,
começarão a pipocar disputas internas por nacos de poder, e aí o casamento,
antes festejado com abraços e juras de fidelidade eterna, pode acabar em
divórcio.
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