Quarta-feira, 21 de julho de 2010 - 12h31
O juiz Aldemir Oliveira agendou para o dia 16 de agosto mais um julgamento do Caso Urso Branco. Trata-se do acusado Eder Santos Carvalho (Nego Eder), que já teve o julgamento marcado para o 30 de julho, mas acabou sendo adiado a pedido do advogado, Marcos Vilela, e pelo fato de não ter sido recambiado em tempo hábil a esta comarca.
Nego Eder seria julgado como réu ausente (quando é convocado por edital por não ter sido encontrado), pois era foragido do sistema prisional. Mas pouco antes da sessão, o cartório do 2º Tribunal do Júri foi informado de que o réu estaria preso em Rio Branco, no Acre. Diante da nova situação, o juiz requisitou o recambiamento do preso para Porto Velho, solicitação que já foi atendida pela Secretaria de Segurança de Rondônia.
Agora, Nego Eder será julgado sozinho, e como os demais réus, acusado pela morte de 27 presos no presídio, em janeiro de 2002, no episódio que ficou conhecido como a "chacina" do Urso Branco.
Desde o dia cinco de maio, em oito sessões de julgamento, 18 réus foram julgados, quinze foram condenados e três absolvidos. Além de Nego Eder, que será julgado no próximo mês, mais quatro envolvidos ainda devem passar pelo banco dos réus: um preso e quatro diretores do presídio na época do "massacre".
Recursos negados
O preso José Raimundo Tavares (Zé Galinha) alegou ausência de prova de sua participação na apelação apresentada em 2º grau. Já Edilson Pereira da Costa à época diretor de segurança da penitenciária, Rogélio Pinheiro Lucena, gerente do sistema penitenciário e Weber Jordano Silva, diretor do presídio Urso Branco, acusados pelo Ministério Público de transferir os presos do seguro para o "cadeião", mesmo sabendo que poderia causar o confronto entre as facções, argumentaram no recurso à pronúncia que ¿não houve dolo em suas condutas¿ e que agiram apenas obedecendo a ordens superiores.
Mas tanto o preso, quanto os diretores, tiveram o recurso negado pela relatora, a Desembargadora Zelite Andrade Carneiro, no dia 17 de junho. O voto foi acompanhado pelos demais Desembargadores da Câmara Criminal, Valter de Oliveira e Ivanira Feitosa. Com a decisão, caso não haja recurso para os Tribunais Superiores em Brasília-DF, o processo será restituído para a 2ª Vara do Tribunal do Júri, onde deve entrar em pauta de julgamento em breve.
Resultados dos julgamentos:
1ª Sessão - 05 de maio
- Michel Alves das Chagas (Chimalé) - condenado a 486 anos
- Anselmo Garcia de Almeida (Fininho ou Jornal) - condenado a 445 anos
2ª Sessão - 10 de maio
- Assis Santana da Frota - condenado a 432 anos
- Cícero Santana da Silva (Cirção) - absolvido
- Alexandre Farias (Roni Cabeludo e Carioca) - condenado a 432 anos
3ª Sessão - 13 de maio
- Marco Antônio Moraes da Fonseca (Godoi) - condenado a 432 anos
- Samuel Cavalcante Carvalho(Samuel) - condenado a 432 anos.
- Roberson dos Santos Carmo(Japão) - condenado a 432 anos
4ª Sessão - 17 de maio
- Gledistone Muniz da Silva( Mucambo) - absolvido
- Rogério Barbosa do Nascimento (Gera) - absolvido
5ª Sessão - 20 de maio
- Adriano Alves (Pulga) - condenado a 405 anos
- Anderson França (Besouro) - condenado a 432 anos
6ª Sessão - 25 de maio
- Macson Cleiton Almeida Queiroz (Quinho) - condenado a 432 anos
- Márcio Viana da Silva (Pilha) - condenado a 432 anos
7ª Sessão - 34 de junho
- Germano Conrado da Silva Filho (Dega) ¿ condenado a 486 anos
- Lichard José da Silva (Piu-Piu) - condenado a 428 anos
- Ronaldo de Freitas Pimentel - condenado a 432 anos
8ª Sessão - 30 de junho
- Claudeílton Fernandes Pantoja (Eltim doTriângulo) ¿ condenado a 405 anos
Fonte: Ascom TJRO
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