Quarta-feira, 28 de novembro de 2007 - 08h54
Droga chega ao País como se fosse produto devolvido por farmácias de cidades na fronteira do Brasil com o Paraguai
Farmácias localizadas em pelo menos três cidades fronteiriças com o Paraguai estariam sendo utilizadas como fachada pelo traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e os ‘sócios’ Irineu Pingo Soligo e Jarvis Ximenes Pavão para a distribuição de drogas para o Brasil. Os estabelecimentos são usados para a compra de sal de frutas, substância utilizada por eles para misturar com a cocaína adquirida na Colômbia.
A estratégia, utilizada pelo menos desde 2000, é fazer com que as farmácias sempre encomendem mais quantidade do produto do que realmente vão vender. O excedente é mandado de volta ao Brasil e, nas embalagens, em vez do medicamento, a remessa é de cocaína, já misturada ao sal de fruta.
Para dar aparência de legalidade ao negócio, motoristas de caminhões que trazem os carregamentos apresentam notas fiscais nas rodovias para não terem o material apreendido. Acordos com empresas distribuidoras facilitam o escoamento da droga para os mercados consumidores do Rio de Janeiro e de São Paulo.
As três cidades onde ocorreria o esquema seriam Coronel Sapucaia, Ponta Porã e Amambaí, no Mato Grosso do Sul. Segundo moradores da região, o negócio é tão lucrativo que o número de farmácias vem crescendo. Em média, a cada 100 metros, há pelo menos três estabelecimentos, de acordo com fontes ouvidas por O DIA.
Beira-Mar, Soligo e Pavão mantêm um consórcio na fronteira. Eles se utilizam do mesmo esquema para trazer a droga da Colômbia. O encarregado de negociar a cocaína com os traficantes do cartel Norte del Valle é Leomar Oliveira Barbosa, o Leozinho da Vila Ipiranga, que está no país desde fevereiro, segundo policiais. Por semana, saem da Colômbia cinco vôos, cada um trazendo cerca de 500 quilos de cocaína.
A droga é levada para uma das fazendas de Beira-Mar na localidade de Cerro 21, a 50 km de Capitán Bado, onde é feita a mistura. Normalmente, 500 quilos de cocaína são transformados em uma tonelada, despachada para o Rio, São Paulo e Fortaleza.
Fonte: PF com informações de o DIA
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