Quinta-feira, 4 de janeiro de 2018 - 21h11
Maiana Diniz - Repórter da Agência Brasil
Uma nova rebelião teve início na noite desta quinta-feira (4) na Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital. O motim é o segundo da semana. A informação foi confirmada pelo governo de Goiás por meio de nota, que informou que a situação já está controlada e que não houve mortes nem feridos.
Segundo o texto, houve uma tentativa de invasão de presos da ala C nas alas A, B e D do complexo, mas o serviço de inteligência estava acompanhando a movimentação e conseguiu conter o motim. “O serviço de inteligência policial da SSP já monitorava a ação dos presos e a tentativa de rebelião foi rapidamente controlada. Não houve mortes nem feridos. Uma fuga foi registrada”, diz a nota.
Também houve tentativa de explosão de uma granada e troca de tiros, mas as forças policiais agiram, segundo o texto, de forma “enérgica”, e a situação foi contida. A nota também informou que a Polícia civil já está com as “investigações em estágio avançado na apuração dos fatos que ocasionam tumultos no presídio nos últimos dias”.
No 1° dia do ano, confronto entre grupos criminosos rivais deixou nove mortos e 14 feridos, e entre foragidos e recapturados, 242 detentos fugiram do Complexo de Aparecida de Goiânia, de acordo com a Superintendência de Administração Penitenciária de Goiás.
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia, fará uma inspeção no local na próxima segunda-feira (8). O motim do dia 1° levou a ministra a determinar, na terça-feira (2), que o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) enviasse ao conselho, em 48 horas, relatório com informações sobre as condições do presídio.
Representantes do Tribunal de Justiça de Goiás, do Ministério Público e da Defensoria Pública estaduais e da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás (OAB-GO) inspecionaram o Complexo na quarta-feira (3). Integrantes da comitiva foram informados por presos e funcionários que uma rixa entre membros de grupos rivais foi a causa do confronto.
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