Sexta-feira, 2 de janeiro de 2026 - 12h11

A Justiça Eleitoral reconheceu a existência de fraude à cota de gênero
nas eleições municipais de 2024 em Candeias do Jamari, após ação proposta pelo
Ministério Público Eleitoral, contra o Partido Liberal (PL). A decisão declarou
que uma candidatura feminina foi usada apenas para cumprir a regra mínima de
participação de mulheres e determinou a anulação dos votos do partido na
eleição proporcional, além da recontagem dos resultados.
O MPRO defendeu na ação que se trata do cumprimento da regra que obriga
os partidos a lançar um número mínimo de mulheres como candidatas. Essa regra
existe para garantir que mulheres tenham espaço real na disputa eleitoral.
Segundo a decisão, houve indícios de que uma das candidaturas femininas não
teve campanha de verdade.
A candidata teve apenas um voto, não fez divulgação da candidatura e apresentou
prestação de contas semelhante à de outras candidatas, sem prova de atuação
efetiva.
A Justiça avaliou três pontos principais: a quantidade de votos recebidos, a
movimentação de recursos de campanha e a existência de atos de divulgação. No
caso analisado, esses elementos mostraram que a candidatura não funcionou como
uma disputa real, mas apenas para completar o número exigido por lei.
Em relação aos outros candidatos investigados, a Justiça entendeu que não houve
provas suficientes de fraude, pois eles realizaram atos de campanha e tiveram
votação superior.
Com o reconhecimento da fraude, a Justiça determinou a anulação dos votos do
partido na eleição proporcional no município. Também foi definida a recontagem
dos votos para redistribuir as vagas de forma correta. A candidata apontada
como responsável pela fraude ficou impedida de disputar eleições por um período
determinado.
A cota de gênero busca garantir que mulheres participem de forma real da
política. Não basta registrar o nome. É preciso campanha, pedido de voto e
participação ativa. A regra serve para reduzir desigualdades históricas e
ampliar a representação feminina.
O Ministério Público Eleitoral defende o direito da igualdade de participação
na política e da lisura das eleições. Isso significa que todos devem disputar
em condições justas e verdadeiras. Desta forma atua para fiscalizar as
eleições, combater fraudes e assegurar que as regras sejam cumpridas,
protegendo a democracia e o direito do cidadão a um voto válido.
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