Porto Velho (RO) quinta-feira, 12 de março de 2026
opsfasdfas
×
Gente de Opinião

Justiça

Atendendo MPRO, Judiciário condena posseiro a pagar mais de R$ 600 mil por desmatar RESEX Jaci-Paraná


Atendendo MPRO, Judiciário condena posseiro a pagar mais de R$ 600 mil por desmatar RESEX Jaci-Paraná - Gente de Opinião

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) obteve decisão favorável da 1ª Câmara Especial do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJRO) que condenou por danos ambientais um posseiro a pagar indenização no valor de R$ 693.530,16 (seiscentos e noventa e três mil, quinhentos e trinta reais e dezesseis centavos) por desmatar mais de 38 (trinta e oito) hectares da Reserva Extrativista Estadual (RESEX) Jaci-Paraná.

A Ação Civil Pública ajuizada pelo MPRO destaca que o posseiro cometeu crime ambiental dentro da RESEX, desmatando, entre os anos de 2002 e 2010, cerca de 38,3430 hectares de floresta nativa, para a criação de gado. Também argumenta que o desenvolvimento de agropecuária contribuiu de forma direta para destruição de parte da floresta nativa, sendo a região mais afetada nas proximidades da Zona Rural de Porto Velho.

A Unidade de Conservação Estadual, RESEX Jaci-Paraná, está localizada entre os Municípios de Porto Velho, Campo Novo de Rondônia e Nova Mamoré, todos no Estado de Rondônia. Como determina a lei, ela se destina à exploração autossustentável, a ser desenvolvida por população extrativista, como regra, sem prejuízo da conservação dos recursos naturais existentes na área.

Conforme consta na argumentação do MPRO, além de o requerido ter invadido parte de uma Unidade de Conservação e lá desenvolver pecuária, ele sequer se enquadra no conceito de "população extrativista", pois não é indígena, nem quilombola, seringueiro ou caboclo.

“O meio ambiente ecologicamente equilibrado além de ser um direito de todos é essencial à sobrevivência da humanidade”, consta na petição inicial, que ressaltou, à época, que “a manutenção do gado no interior da Unidade de Conservação impede que a floresta se regenere naturalmente e fomenta o receio de que o requerido promova novos desmatamentos para formação de pastagens”. O MPRO justificou ainda que a Constituição Federal estabeleceu que o meio ambiente ecologicamente equilibrado é bem pertencente à coletividade. Por esse motivo previu que as condutas ou atividades consideradas lesivas sujeitam os infratores às sanções penais e administrativas.

Para o Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente, Habitação, Urbanismo, Patrimônio Histórico, Cultural e Artístico (GAEMA) do MPRO, a decisão ajuda a proteger todo aquele ecossistema que depende da floresta em pé para ser preservado.

“O Ministério Público de Rondônia vê essa confirmação da decisão com excelentes olhos. O Tribunal de Justiça veio justamente a confirmar a tese do MPRO. As Unidades de Conservação são áreas ambientalmente sensíveis e precisam ser integralmente protegidas para que gerem consequências positivas nas nossas vidas, sobretudo para conter esses eventos significativos de mudanças climáticas que estão ocorrendo”, comentou o Promotor de Justiça e Coordenador do GAEMA, Pablo Hernandez Viscardi.

O acórdão do TJRO estabelece que todo o valor da indenização deve ser destinado ao Fundo Estadual do Meio Ambiente, para auxiliar na recuperação dos danos ambientais causados à Reserva Extrativista Jaci-Paraná.

A petição inicial foi feita em 2018 pela Promotora de Justiça Aidee Maria Moser Torquato Luiz, atualmente aposentada, e a intervenção em segundo grau foi feita em 2022 pelo Procurador de Justiça Gerson Martins Maia.

Gente de OpiniãoQuinta-feira, 12 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

MPRO, Polícia Civil e Sefin articulam estratégias de combate à sonegação fiscal em Rondônia

MPRO, Polícia Civil e Sefin articulam estratégias de combate à sonegação fiscal em Rondônia

Em um esforço contínuo para fortalecer a repressão aos crimes contra a ordem tributária e recuperar ativos para o erário estadual, o Grupo de Atuaçã

MPRO obtém condenação de denunciados na Operação “Fraus”

MPRO obtém condenação de denunciados na Operação “Fraus”

O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), obteve a condenação

Após manifestação do MPF, Justiça reconhece fazenda em Rondônia como área pública para programas de reforma agrária

Após manifestação do MPF, Justiça reconhece fazenda em Rondônia como área pública para programas de reforma agrária

A Justiça Federal de Rondônia reconheceu como área pública uma fazenda de 952 hectares em Buritis (RO). A decisão é favorável à manifestação do Mini

MPRO representa adolescente por matar o avô e tentar matar a avó em Ariquemes

MPRO representa adolescente por matar o avô e tentar matar a avó em Ariquemes

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) representou, nesta segunda-feira (9/3), uma adolescente pela prática de atos infracionais análogos ao cometi

Gente de Opinião Quinta-feira, 12 de março de 2026 | Porto Velho (RO)