Terça-feira, 5 de setembro de 2017 - 15h38

247 - Na decisão em que autorizou a busca e apreensão no imóvel que seria o 'bunker' do dinheiro de Geddel Vieira Lima, o juiz Vallisney de Souza Oliveira diz que a Polícia Federal foi informada sobre a existência do local a partir de uma ligação telefônica. A busca no imóvel foi alvo da nova fase da operação 'Cui Bonno?', batizada de 'Tesouro Perdido', deflagrada na manhã desta terça-feira (5). Na Cui Bonno? Geddel é investigado por conta de sua atuação enquanto vice-presidente de pessoa jurídica da Caixa.
"De fato, as mencionadas informações policiais dão conta que o Núcleo de Inteligência da Polícia Federal teria tecido uma notícia por meio telefônico, no dia 14/07/2017, asseverando que no último semestre um apartamento do 2 andar do edifício José da Silva Azi estaria sendo utilizado por Geddel Vieira Lima para guardar caixas de documento", explica afirma o juiz no despacho.
Após a informação dada por telefone, a PF fez um trabalho de pesquisa de campo com moradores do prédio que confirmaram que "uma pessoa teria feito uso do aludido imóvel para guardar pertences do pai". O trabalho de investigação na PF é conduzido pelo delegado Marlon Cajado.
Ainda em seu despacho, o juiz federal aponta que "há fundadas razões de que no supracitado imóvel existam elementos probatórios da prática dos crimes relacionados na manipulação de crédito e recursos realizada na Caixa".
Ex-ministro do governo Michel Temer, Geddel Vieira Lima já é réu em um processo na 10ª Vara de Brasília. Desdobramento da mesma operação Cui Bonno? que deu origem a ação de hoje, a ação penal é pelo suposto crime de obstrução de Justiça praticado pelo peemedebista.
Para o MPF, Geddel, após a prisão do corretor Lúcio Bolonha Funaro, monitorou e constrangeu a mulher do corretor, Raquel Pitta, com a intenção de "influenciá-lo" a não colaborar com as investigações referentes às operações Cui Bono e Sépsis, que tratam de desvios na Caixa Econômica Federal.
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