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Política - Nacional

Aécio desqualifica pedido de petistas para que ele seja investigado na Lava Jato



Mariana Jungmann
Agência Brasil

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) divulgou nota ontem (19), na qual desqualifica o pedido de investigação contra ele, apresentado por deputados da bancada do PT em Minas Gerais à Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo os parlamentares do PT, além dos fatos narrados pelo doleiro Alberto Yousseff na Lava Jato, a PGR deve investigar a "Lista de Furnas" – suposto esquema de corrupção que veio à tona em 2006, no qual políticos e partidos teriam recebido dinheiro para "caixa dois" de campanha. Os valores seriam oriundos da empresa estatal Furnas Centrais Elétricas.

Na nota, Aécio Neves diz que a lista “é uma das mais conhecidas fraudes políticas do país, reconhecida como falsa em 2006 pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios”. O senador alega ainda que “não existe uma, mas três listas de Furnas”, e que esse assunto tem sido insistentemente utilizado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG) contra ele.

“Em 2011 o PSDB apresentou denúncia contra o deputado petista à PGR, e espera que as autoridades investiguem a natureza da relação de Correia com Nilton Monteiro, processado e condenado por falsificação de inúmeros documentos. São muitas as provas da relação entre os dois, que lançam graves suspeitas sobre o parlamentar”, afirma Aécio.

O senador alega ainda que Nilton Monteiro chegou a registrar uma cobrança pública contra o deputado petista, por não ter recebido por serviços prestados meses antes da Lista de Furnas ser divulgada. Além disso, a Polícia Federal (PF) fez gravações, segundo Aécio Neves, que comprovam que foi o gabinete do deputado que forneceu modelos de assinaturas do diretor de Furnas e de parlamentares para Monteiro. “O deputado Rogério Correia se recusa até hoje a explicar para que contratou os serviços de Nilton Monteiro em 2005, e [se nega] também a esclarecer a natureza dos diálogos gravados pela PF”, conclui o senador.

Aécio Neves foi citado pelo doleiro Alberto Youssef em depoimento na Operação Lava Jato, quando foi quesionado sobre quem seria o operador do PSDB no esquema de corrupção na Petrobras. Youssef respondeu que ouviu de José Janene que a operadora seria uma irmã de Aécio Neves, mas nunca teve contato com ela. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, considerou que os indícios não eram suficientes para a abertura de inquérito contra o senador e pediu o arquivamento das acusações contra ele. O pedido foi deferido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavaski.

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