Porto Velho (RO) quinta-feira, 26 de março de 2026
opsfasdfas
×
Gente de Opinião

Política - Nacional

Área equivalente à do Brasil pode estar degradada até 2050, alerta Pnuma


Ana Cristina Campos
Agência Brasil

Relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) alerta que o mundo pode ter 849 milhões de hectares, uma área equivalente ao território do Brasil, degradados até 2050 se os padrões atuais de uso da terra forem mantidos. Segundo o estudo, a necessidade de produzir alimentos para uma população global em crescimento levou a agricultura a ocupar 30% das terras do mundo, o que resultou em degradação e perda de biodiversidade em 23% dos solos. Entre 1961 e 2007, as terras cultiváveis tiveram expansão de 11%, e o percentual continua a crescer, diz o documento.

O relatório Avaliação do Uso Global da Terra: Equilibrando o Consumo com a Oferta Sustentável (em tradução livre), produzido pelo Painel Internacional de Recursos com a participação de 27 cientistas e 33 representantes de governos, foi divulgado hoje (24) no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

De acordo com o subsecretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner, as conclusões do relatório mostram “declínio acentuado nos ecossistemas terrestres nas últimas décadas”. Florestas e outros biomas foram convertidos em terras para cultivo a um custo que não é sustentável, acrescentou.

“Como a terra é um recurso limitado, precisamos nos tornar mais eficientes na forma de produzir e consumir. As recomendações do relatório devem alertar líderes e contribuir para as discussões sobre o uso sustentável de recursos, incluindo novas metas para o desenvolvimento sustentável pós-2015”, disse Steiner.

Segundo o Pnuma, o crescimento da renda e da urbanização está alterando a maneira de as pessoas consumirem alimentos, com dietas mais ricas em carne, o que exige mais terra para a pecuária. A crescente demanda por biocombustíveis também aumenta a necessidade de mais áreas cultiváveis. O estudo informa que a população em expansão e em migração para cidades leva a uma projeção de que, em 2050, 5% das terras do mundo – cerca de 15 bilhões de hectares – serão ocupados por áreas urbanas.

O relatório reforça a necessidade de equilibrar o consumo com a produção sustentável. Segundo o Pnuma, será possível preservar 319 milhões de hectares até 2050 se houver investimento na recuperação de solos degradados, melhoria nas técnicas de manejo e planejamento do uso da terra e redução do desperdício de alimentos e de subsídios para plantações para produção de combustíveis.

Gente de OpiniãoQuinta-feira, 26 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha e convoca André Moura

CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha e convoca André Moura

Os integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovaram, nesta quinta-feira (26), a

Maurício Carvalho defende isenção do imposto de renda para professores em audiência pública na Câmara

Maurício Carvalho defende isenção do imposto de renda para professores em audiência pública na Câmara

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados realizou, nesta quarta-feira (12), audiência pública para debater o Projeto de Lei 165/2022, que prop

Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Rondônia tem nova diretoria.

Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Rondônia tem nova diretoria.

Nesta quinta-feira, (07/09) o Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Rondônia  - (SINSEMPRO) realizou Eleições  para a escolha da nova d

Retomada do diálogo sobre a pavimentação da BR-319 é uma boa notícia ao setor produtivo, diz presidente da Fecomércio

Retomada do diálogo sobre a pavimentação da BR-319 é uma boa notícia ao setor produtivo, diz presidente da Fecomércio

O presidente da Fecomércio-RO e Vice-Presidente da CNC, Raniery Araujo Coelho, se manifestou nesta quarta-feira 16.07 sobre a retomada das discussõe

Gente de Opinião Quinta-feira, 26 de março de 2026 | Porto Velho (RO)