Terça-feira, 14 de março de 2017 - 09h02

Por Lisandra Paraguassu
BRASÍLIA (Reuters) - Em mais de duas horas de reunião nesta segunda-feira, os líderes da base aliada apresentaram ao Palácio do Planalto um quadro dos problemas que a reforma da Previdência vai enfrentar no Congresso, mas o governo ainda não abriu as negociações para decidir em que pontos poderá ceder, disse à Reuters uma fonte palaciana.
Os pontos de maior resistência dos parlamentares, até agora, são as regras de transição válidas a partir de 45 anos para mulheres e de 50 anos para homens , a necessidade de contribuir por 49 anos para obter a aposentadoria integral e a criação de uma contribuição individual para os aposentados rurais.
"Não se fechou uma estratégia ainda. Pode ser que feche amanhã", disse a fonte, referindo-se a uma nova reunião, marcada para terça-feira às 10h, e que irá incluir o relator da proposta na comissão especial que analisa o tema na Câmara dos Deputados, Arthur Maia (PPS-BA), e o presidente do colegiado, Carlos Marun (PMDB-MS).
Oficialmente, o governo não admite ceder em nenhum ponto da reforma. Fora dos microfones, no entanto, fontes do Palácio do Planalto admitem que algumas coisas terão que ser mudadas. O discurso, no entanto, é que para ceder, por exemplo, na transição, é preciso fazer cálculos para ver se a "conta fecha".
"Nivelamos alguns pontos, alinhamos algumas medidas que cada um terá que tomar", disse o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). "Há muitas dúvidas e muita falta de informação".
Mais uma vez, houve cobrança por parte dos líderes para que o governo melhore a comunicação sobre a reforma. Uma das decisões é a de que o Planalto vai preparar um material comprovando a existência do déficit da Previdência para distribuir aos deputados.
Uma das queixas é a de que associações de funcionários públicos têm distribuído contas alternativas sobre o déficit, minimizando a ideia de que existe um problema.
PADILHA
A reunião foi a primeira coordenada pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, desde que retornou ao trabalho nesta segunda. O ministro ficou 13 dias afastado com um atestado médico por conta de uma cirurgia para retirada da próstata. Mas desde o dia 21 de fevereiro, quando passou mal, Padilha estava fora da Casa Civil.
De acordo com os deputados, o ministro não comentou nada sobre sua situação durante o encontro. Padilha é acusado pelos executivos da Odebrecht, que fizeram acordo de delação premiada com a Lava Jato, de ter sido o responsável pela negociação de doações da empreiteira ao PMDB.
"Padilha tem nossa confiança, tem toda condição de conduzir esse processo. Ele tem um papel fundamental", defendeu o líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE).
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