Segunda-feira, 29 de dezembro de 2025 - 13h45

O deputado federal Glauber
Braga (Psol-RJ), que cumpre suspensão de seis meses por decisão da Câmara dos
Deputados, criticou duramente o veto integral do presidente Lula (PT) ao
Projeto de Lei nº 1.791, de 2019. A proposta tratava do aproveitamento de empregados
de empresas públicas do setor elétrico federal desestatizadas, como a
Eletrobras, privatizada durante o governo Jair Bolsonaro (PL).
Em publicação nas redes
sociais, Glauber Braga classificou o veto como um equívoco político e social.
Segundo o parlamentar, “o veto ao PL 1791 é um erro grave”. Para ele, o atual
governo perdeu a chance de reparar danos causados pela privatização do setor
elétrico e de assumir uma postura mais firme em defesa dos trabalhadores
afetados. “Trabalhadores que foram duramente atacados pelo governo Bolsonaro
com a privatização da Eletrobras poderiam agora ter sido acolhidos pelo governo
Lula, com respeito à sua dignidade”, afirmou.
Na avaliação do deputado, a sanção do projeto também teria um
valor simbólico e político relevante. “Seria, inclusive, uma oportunidade de
escancarar publicamente os efeitos negativos de uma privatização que feriu
nossa soberania de forma criminosa”, escreveu Glauber, ao sustentar que a
reação do Parlamento deve ser a tentativa de derrubada do veto. “A luta pela
derrubada do veto é o caminho que se impõe”, concluiu.
O veto presidencial foi formalizado por meio de mensagem enviada
ao Congresso Nacional e publicada no Diário Oficial da União. No texto, o
presidente Lula comunica ao Senado que decidiu vetar integralmente o projeto
“por inconstitucionalidade e por contrariedade ao interesse público”. A decisão
contou com pareceres contrários do Ministério da Fazenda, do Ministério do
Planejamento e Orçamento, do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços
Públicos e da Advocacia-Geral da União.
De acordo com a justificativa apresentada, embora reconheça a
“boa intenção do legislador”, o governo avaliou que o projeto criaria aumento
de despesa com pessoal sem estimativa de impacto orçamentário e financeiro. O
texto também não estaria adequado à Lei Orçamentária Anual de 2025 nem
compatível com o Plano Plurianual 2024–2027, em desacordo com dispositivos
constitucionais e normas da Lei de Responsabilidade Fiscal.
A mensagem presidencial ainda aponta que a proposta poderia
afetar os limites de despesa primária do Executivo federal e a meta de
resultado primário previstas na legislação vigente. Além disso, segundo o
governo, o projeto violaria princípios constitucionais ao permitir o
aproveitamento de empregados públicos em cargos que não integram as carreiras
para as quais foram originalmente investidos, contrariando o artigo 173 da
Constituição e a Súmula Vinculante nº 43 do Supremo Tribunal Federal.
Com o veto publicado, caberá agora ao Congresso Nacional decidir
se mantém ou derruba a decisão presidencial.
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