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Política - Nacional

China e Índia se unem para limitar abertura agrícola


Agência O Globo GENEBRA - A China e a Índia elevaram ontem o tom para exigir o direito de frearem importações agrícolas num acordo da Rodada Doha de liberalização comercial. Num comunicado conjunto, " os dois maiores países do mundo " enfatizam que querem intensificar sua participação conjunta nos temas de comércio internacional. A advertência coincide com a abertura da reunião ministerial do Grupo de Cairns, de 19 países exportadores agrícolas, como Brasil, Argentina e Austrália, que se realiza no Paquistão, e que justamente pede a maior abertura possível dos mercados agrícolas. O ministro indiano de Comércio, Kamal Nath, foi a Pequim informar seu colega Bo Xilai sobre as discussões do G-4/G-6 (Brasil, Estados Unidos, União Européia, Índia, Austrália e Japão), ocorridas na semana passada em Nova Déli, quando os maiores atores da Rodada Doha se declararam " determinados " a concluir a negociação até o final do ano. O comunicado conjunto serviu para mandar advertências aos exportadores agrícolas. No texto, Pequim e Nova Déli citam basicamente os países industrializados, insistindo que a posição atual dos EUA e da UE não levará a um acordo agrícola. Eles cobram " significativa melhora " nas propostas de cortes nos subsídios e de tarifas de importação desses países. Mas a mensagem visa também os exportadores agrícolas em geral. Indianos e chineses querem ter ampla margem para poderem utilizar dois mecanismos que certamente serão incluídos no pacote da rodada: designação de " produtos especiais " (que terão corte de tarifas menor) e " salvaguarda especial " (para frear importações, por razões de segurança alimentar, desenvolvimento rural ou combate à pobreza). Só que países exportadores, como Argentina e Uruguai dentro do G-20, o grupo do qual a China e a Índia também participam, sob a coordenação do Brasil, temem que a rodada acabe por consolidar o protecionismo nos dois maiores mercados em desenvolvimento. Aparentemente, a irritação de Pequim ocorre também por causa da insistência dos EUA de querer limitar os produtos especiais a 1% das importação. Até recentemente, o G-33, grupo do qual China e Índia participam com Indonésia e outros países emergentes grandes, queria designar 20% dos produtos agrícolas como " especiais " , mas cortou a demanda para 12% como " sinal de boa vontade " . Para o Brasil, grande exportador, esses percentuais não têm nada de satisfatório. Por sua vez, o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, declarou-se convicto de que um acordo na Rodada Doha é possível e que a dificuldade é política, não técnica. Ele pediu para os EUA e a UE demonstrarem " liderança " , ou seja, para fazerem concessões. (Assis Moreira | Valor Econômico)

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