Quarta-feira, 2 de agosto de 2017 - 05h04

247 - A perspectiva de Michel Temer conseguirá se livrar da denúncia de Rodrigo Janot, nesta quarta (2), não muda o fato de que o estrago causado pela crise política o obrigará a governar sobre novas bases.
O PSDB, fiador da ascensão de Michel Temer, chegará ao fim do processo em frangalhos, profundamente dividido e com os cargos cobiçados pelo centrão. Este grupo, por sua vez, deixou claro ao Planalto que espera reconhecimento proporcional à fidelidade que apresentará no plenário.
A constatação de que o enfraquecimento do PSDB amplia a dependência do governo do centrão é apontada como principal fator de instabilidade de uma “nova era” com Temer.
O grupo é conhecido pelo apetite por cargos. Integrantes de siglas como o PP, PR, PTB e PSD, por exemplo, já dizem contar com uma reacomodação de cargos na Esplanada após a votação da denúncia.
A bancada do PSDB na Câmara se reúne às 9h desta quarta-feira (2) para decidir como encaminhar o voto do partido no plenário. O encontro funcionará como um espelho do comportamento da bancada tucana na sessão.
O impasse sobre o apoio ao governo Temer pode não deixar apenas sequelas políticas no tucanato. A amizade de Tasso Jereissati, presidente interino da legenda, e Aécio Neves, que se afastou do comando do partido após o escândalo da JBS, está na berlinda.
As informações são da coluna Painel da Folha de S.Paulo.
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