Sexta-feira, 6 de outubro de 2017 - 20h28

247 - Os advogados Cristiano Zanin Martins, Valeska Teixeira Martins e o australiano naturalizado britânico Geoffrey Robertson apresentaram novo documento ao Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos da ONU.
O objetivo foi atualizar o comitê sobre as violações relevantes ocorridas desde que a petição foi apresentada na ONU em 28 de julho de 2016 e seguida de uma réplica em 22 de maio de 2017.
O novo documento foi protocolado nesta quinta-feira 5, em Genebra, na Suíça, e inclui a sentença do tríplex, que para a defesa "contém violações grosseiras de direitos humanos", além das declarações dadas à imprensa pelo desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª. Região (TRF4), de Porto Alegre.
O documento também relata outros fatos ocorridos desde a última manifestação, como a presença do juiz Sérgio Moro no lançamento do filme "Polícia Federal - A Lei é para Todos", sobre a Lava Jato, que apresenta o ex-presidente como culpado sem que haja qualquer decisão definitiva contra ele.
"A sentença proferida pelo Moro como juiz de primeira instância equivale a uma profecia que se cumpre pelo Moro juiz da investigação", alerta a advogada Valeska Teixeira Martins. "Juntamos a sentença para atualizar estas violações ocorridas desde maio de 2017, quando protocolamos a réplica", afirma.
Para Geoffrey Robertson, Lula deveria ter sido julgado por um juiz imparcial, como previsto no artigo 14(1) do Pacto de Direitos Civis e Políticos da ONU. "Lula foi julgado e condenado por um juiz parcial, o que é inconcebível", afirma Robertson, que é referência mundial na área dos direitos humanos.
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