Sexta-feira, 23 de junho de 2017 - 12h54

247 - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse que o Brasil vive um momento "gravíssimo" e inédito com a possibilidade de ter o presidente da República ser denunciado por corrupção. "O procurador-geral da República, baseado em uma investigação da Polícia Federal, que é submetida à Presidência, se dispõe a mover uma ação contra o presidente. E por corrupção. Isso nunca houve", afirmou FHC. Apesar da declaração, FHC, que foi um dos principais avalistas do golpe parlamentar que depôs a presidente eleita Dilma Rousseff, não deu mostras que o PSDB vá desembarcar do governo Michel Temer.
"Quando Getúlio Vargas era presidente, em um tempo em que os militares estavam muito assanhados, existia a chamada 'República do Galeão', formada pelo pessoal da Aeronáutica que fazia inquéritos militares. Um dia, chamaram o irmão do Getúlio, Benjamin Vargas. Pouco depois, Getúlio se matou porque descobriu que o irmão estava metido em confusões junto com o chefe de sua guarda pessoal. Era grave. Não estou dizendo que o Temer se mate, claro, prefiro outra coisa", disse FHC durante um evento em São Paulo.
Para ele, a "outra coisa", seria a realização de eleições antecipadas convocadas pelo próprio Temer. "Ele podia chamar as forças políticas e antecipar a eleição para daqui a oito, nove meses. Isso para ter legitimidade", avaliou. Apesar disso, FHC voltou a se posicionar contra a realização de "diretas já", como defendido por parte da população e da oposição.
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