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Governador do Piauí teme ruptura e convulsão social no Brasil em 2017


Governador do Piauí teme ruptura e convulsão social no Brasil em 2017  - Gente de Opinião

Por Luiz Brandão - editor do Piauí Hoje

O governador do Piauí, Wellington Dias, externou no início da noite desta quinta-feira (08), em Teresina, sua preocupação com a possibilidade do Brasil passar por uma ruptura ainda maior que a já verificada com o processo que culminou com o afastamento da presidente Dilma Rousseff .

Em entrevista antes do encerramento de um encontro de prefeitos e vereadores recém eleitos pelo PT no Piauí, Wellington declarou que o momento é preocupante e grave. Ele referiu-se ao aprofundamento da crise entre os poderes por causa da reação contra o afastamento do presidente do Senado, Renan Calheiros, do PMDB, determinado pelo ministro Marco Aurélio Melo, do Supremo Tribunal Federal, em decisão liminar.

Para o governador do Piauí do jeito que está a crise se aprofunda e ainda não há nenhum sinal de mudança para melhorar a situação. Segundo ele, tanto na política quanto na economia há agravamento das crises vividas no País e muita preocupação de todos os setores.

De acordo com o governador do Piauí, na política a situação ainda é de “forte esgarçamento”, e também na divergência “vamos chamar assim para não usar uma palavra mais forte” entre os poderes não há sinais de abertura de diálogo.

“Por outro lado, a economia também não dá sinais de melhora e segue em grave crise. Basta olha o desemprego. Todo mês temos mais desemprego e mais desemprego, que é o principal sinal negativo deste momento”, lembra o governador.

Wellington Dias vem conversando com seus colegas governadores e com parlamentares e o Judiciário para encontrar saídas para o País. Ele aponta que a economia pode melhorar se ocorrer redução de juros para retomada de investimentos e do crescimento.

“Nós temos que reduzir juros, temos que ampliar os investimentos e garantir as condições de alternativas pensando no povo. Nós estamos falando de um país de mais de 200 milhões de pessoas. Não podemos ficar reféns das autoridades”, diz o Wellington.

Para o governador o momento é de “baixar a temperatura dessas crises para poder ter a condição de colocar o interesse público do país acima de tudo.

“ Vendo os estudantes nas ruas, nesses dias eu brinquei dizendo que eles estão muito mais organizados, muito mais sabendo o que querem e com muito mais responsabilidade que muita gente de cabelo branco, hoje em funções de liderar área importantes do País”, afirma.

O governador disse que a saída para crise é o diálogo. “Eu não tenho dúvida. Acho que a Constituição é sábia quando ela defende a harmonia entre os poderes. Acho que é hora de sentar - os três poderes - e dialogar e isso deve ocorrer o mais breve possível”, aconselha o piauiense.

O governador diz que ele e seus colegas governadores estão ajudando a procurar saídas para o “Nós os governadores – somos 27 – estamos dando a nossa contribuição. Somos de 27 estados, de partidos diferentes e estamos tendo a capacidade de dialogar. Nós estamos conversando, dialogando com e buscando uma posição uniforme para apontar caminhos e buscar saídas para o país. “É hora de tratar do lado dos investimentos para fazer a economia crescer, criar um ambiente para o que setor privado volta e crescer e acreditar e volte a investir e gerar empregos porque é isso que o Brasil e o Piauí precisam”, concluiu o governador.

FIO DE ESPERANÇA - O governador Wellington Dias participou do encerramento do encontro dos prefeitos e vereadores eleitos pelo PT no Piauí nas eleições de outubro passado. O encontro acontece num hotel da Zona Sul de Teresina e vai até amanhã. Com seu peculiar otimismo, Dias acredita que há esperança de dias melhores para os municípios, apesar da preocupação com a crise política e os graves problemas.

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