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Política - Nacional

Impeachment: Chinaglia minimiza saída de partidos da base



Ivan Richard e Iolando Lourenço - Repórteres da Agência Brasil

Ex-presidente da Câmara e um dos principais articuladores do governo contra o processo de impeachment, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), minimizou ontem (13) a decisão de partidos da base aliada de apoiar, no próximo domingo (17), o parecer pela admissibilidade do afastamento da presidenta Dilma Rousseff. Entre o dia 12 e 13, PP, PSD e PTB anunciaram encaminhamento de votação favorável ao impeachment.

Chinaglia lamentou a decisão das bancadas na Câmara, mas ressaltou que o governo já não contava com muitos dos votos dessas legendas. “Aqueles que estão saindo, na verdade, nunca entraram no cálculo. Vocês podem perguntar: uma bancada tão grande como a do PP, com 51 parlamentares? Mas quem disse que nós contávamos com aqueles deputados que eram anunciados por quem quer que fosse. Em outro momento, poderei mostrar anotações antigas e as pessoas vão perceber que as coisas não são como parecem. Ninguém está iludido”, disse o petista.

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O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP)  acredita que o governo
pode recuperar votos perdidos de partidos da base aliadaArquivo/Agência Brasil

Segundo Chinaglia, os votos que o governo perdeu com a debandada do PP, por exemplo, foram recuperados em articulações com outros partidos de ontem para hoje. “Aquilo que nós perdemos com o PP, é bem provável que recuperemos com o PDT”, comparou.

Chinaglia reconheceu o impacto negativo do apoio de partidos da base aliada ao impeachment. No entanto, disse acreditar que esses anúncios fazem parte de uma estratégia para inflar o apoio pró-afastamento de Dilma.

“É claro que quando um partido da base, mesmo dividido, manifesta apoio majoritário ao impeachment, cria um impacto. Mas costumo brincar que não podemos nos assustar com trovão, porque ele não machuca ninguém. Acho que esse alarido é uma tentativa de desestabilizar o nosso time. Não conseguirão, em absoluto.”

Para o petista, as decisões partidárias “nem sempre” vão às últimas consequências. “Há ainda uma margem de conversa civilizada”. Uma prova disso, segundo ele, é o fato de o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), optar por fazer a votação começando pelos estados da Região Sul e não por ordem alfabética.

“Vou dar um exemplo do porque não está decidido [o placar]: por que o presidente da Câmara, em vez de agir com imparcialidade e colocar [a votação] por ondem alfabética, começará pelo Sul e não pelo Norte? Ele quer criar um impacto. Sabemos que nos estados do Sul e do Sudeste, especialmente São Paulo, o voto favorável ao impeachment é muito maior. Se estivesse tudo tranquilo [a favor do impeachment], não haveria essa interferência”, argumentou.

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