Quarta-feira, 15 de abril de 2015 - 17h05
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse hoje (15) que as investigações da Polícia Federal (PF) de parlamentares envolvidos na Operação Lava Jato ainda devem levar mais de 60 dias. Esta semana a PF pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais prazo para concluir o inquérito policial. Segundo o procurador-geral, o regimento interno do Supremo prevê prorrogações de 30 e 60 dias. “Mas acho difícil ainda concluir nos próximos 60 dias; investigação é isso”.
Janot ressaltou que o Ministério Público está avaliando o pedido da PF e deve devolvê-lo, até amanhã (16), ao ministro Teori Zavascki, relator do processo no STF. “A tendência será conceder mais prazo porque são várias diligências ainda a serem realizadas. As investigações estão seguindo o curso normal, mas ela será demorada. É difícil estabelecer prazo, pois temos inquéritos mais avançados que outros e diligências mais e menos complexas”.
O procurador-geral participou hoje, no Ministério da Justiça, da assinatura do acordo de repatriação pela Suiça de mais de R$ 60 milhões ao Brasil. O valor é relacionado aos crimes apurados na Operação Anaconda da PF, deflagrada em 2003.
Na ocasião o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, falou sobre o mandado de prisão do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. “Como todas as operações da PF sou avisado no momento da deflagração, aquele momento em que o mandado já está pronto para ser executado, para a ação. Hoje o diretor da PF me comunicou pessoalmente por volta das 6h30 e eu, então, informei à presidenta [Dilma Rousseff]”.
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