Segunda-feira, 11 de setembro de 2017 - 05h02

247 – O empresário Joesley Batista, da JBS, tem gravações inéditas em seu poder, mas só pretende entregá-las se seu acordo de delação premiada não for rescindido, segundo informa a coluna Painel, da Folha de S. Paulo.
"A prisão de Joesley Batista não pôs fim à tensa negociação entre a Procuradoria e o empresário. Após admitir aos investigadores que tem, sim, outras gravações ainda inéditas armazenadas no exterior, o dono da JBS avisa agora que só repassará o material à PGR se o acordo da J&F não for rescindido. Argumenta que não houve omissão de provas, já que o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, concedeu, no último dia 1º, mais 60 dias para os delatores anexarem dados ao caso", diz a jornalista Juliana Sofia.
"Joesley trabalhava com a tese de que os delatores não eram obrigados a repassar à PGR gravações e documentos nos quais julgavam não haver indícios de crimes. Os procuradores entendem que cabe a eles dizer se e onde há problemas."
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