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Política - Nacional

Líder do MST chama de 'demônio infeliciano' dep do PSC


Trabalhadores sem terra que estão acampados em Brasilia com pauta pela reforma agrária se uniram hoje (26) a movimentos sociais que há um mês pedem mudança na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) num ato promovido pela Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos, criada na semana passada por parlamentares que discordam da presidência sob a condução do deputado Marco Feliciano (PSC-SP).

Articulada pelo deputado Padre Ton (PT-RO), um dos coordenadores da Frente, o grupo se reuniu no Plenário 9 da Câmara, com participação também do Movimento Não Me Representa DF e movimento de religiões e cultura de matriz africana, além dos deputados Marcon (PT-RS); Chico Alencar (PSOL-RJ); Janete Pietá (PT-SP); Nilmário Miranda (PT-MG); Claudio Puty (PT-PA); Erika Kokai (PT-DF); Jean Willys (PSOL-RJ); Bom Gahss (PT-RS); Janete Capiberibe (PSB-AP) e Pedro Uczai (PT-SC).

Integrante da mesa, o líder Antonio Pereira disse que os movimentos sociais ligados à terra estão “engrossando as fileiras do movimento LGBT, dos índios, negros, unidos a todo o Brasil nesse grito; eu me recuso, em nome do movimento a chamar esse individuo de deputado”, disse ele, para em seguida batizar o presidente da CDHM de “demônio infeliciano”.

“Ele suja toda essa Casa, e não tem a legitimidade dos movimentos sociais, da sociedade. Por isso, em hipótese alguma, jamais, sentaremos para discutir algo com esse ‘demônio infeliciano,’”concluiu Pereira, animando o grupo com o refrão “Direitos Humanos Sim, Feliciano Não”.

O deputado Padre Ton explicou que a Frente foi recém lançada “enquanto a CDHM está nesta crise”, mas acredita que será reconquistada porque o atual presidente “não tem perfil para ser solidário, lutar junto com vocês pela reforma agrária”. “Ele disse que não gosta de negro, que as mulheres são seres inferiores e que a Aids é peste gay. Ele não tem definitivamente perfil para presidir a histórica Comissão das Minorias”.

Padre Ton registrou a importância da CDHM para que fosse aprovada no Plenário a PEC 438 (fim do trabalho escravo), e disse que os direitos humanos são uma causa internacional, a liberdade de expressão deve ser defendida até a morte mas não se pode permitir o preconceito e o ódio a quem quer que seja.

O deputado Chico Alencar disse que a CDHM perdeu a credibilidade. “Hoje ela não tem identidade com a pauta da reforma agrária, tem com fazendeiros; com a demarcação de terra dos quilombolas, tem com latifundiarios; com a pauta indígena, tem com os que querem reduzir suas terras, tem emenda constitucional para isso e por aí vai”, declarou, apresentando um abaixo assinado de músicos, atores e intelectuais do Rio de Janeiro que pedem a saída de Marco Feliciano.

“A Frente é uma reação ao processo conservador que vem se instalando no Congresso Nacional, e quem sabe do limão podemos fazer uma limonada. Não podemos concordar com essa maneira de fazer direitos humanos. Não sei como alguém que diz acreditar em Deus, que defende a vida, discrimina a pessoa vulnerável, o que não tem direitos”, declarou o deputado Pedro Uczai.

Os protestos continuaram nos corredores da Câmara após o fim da reunião, com cerca de três horas. Uma comitiva de parlamentares foi recebida pelo presidente da Câmara dos Deputados Henrique Alves (PMDB-RN). Ele disse que em uma nova reunião com líderes partidários buscaria uma solução para o impasse, concordando que imagem da Câmara dos Deputados está prejudicada.

O Movimento Não Me Representa DF e LGBT anunciaram que irão continuar os protestos, manifestações e vigília na Câmara para que a presidência da CDHM seja substituída.

Fonte:
Mara Paraguassu

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