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Política - Nacional

Lula chama ONGs de mentirosas e Greenpeace rebate


Ao afirmar que “as ONGs não estão dizendo a verdade quando dizem que a medida provisória [458] incentiva a grilagem de terra no Brasil”, como noticiado pelos meios de comunicação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chama de mentirosos não só os ambientalistas, mas a senadora e ex-ministra do meio ambiente Marina Silva (PT-AC), toda a bancada do PT no senado - inclusive Aloizio Mercadante, ex-líder do governo -; 36 procuradores do Ministério Público Federal (MPF) que atuam na Amazônia e centenas de empresários que repudiaram publicamente o conteúdo da MP 458. Isso sem contar os milhares de cidadãos que durante a semana ligaram para o gabinete pedindo veto à medida. 

Assista o discurso do presidente
 Lula no Opinião TV
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A MP 458 abre brechas para anistiar quem já grilou, incentiva novas invasões de terras públicas na Amazônia e premia o desmatamento. “A MP proposta pelo governo já era ruim na sua origem ficou pior ainda depois que o congresso adicionou artigos que permite que pessoas que não vivem nas terras sejam beneficiadas; que determina carência de apenas três anos para avenda das terras; e o que possibilita que empresas sejam donas das terras na Amazônia”, diz Marcio Astrini, da campanha da Amazônia.

Cerca de 67 milhões de terra na Amazônia, o maior patrimônio socioambiental dos brasileiros, serão governo verifique se os beneficiados realmente são as famílias que há décadas estão no local e usam a terra para sobrevivência. É essa a razão da indignação das ONGs, senadores, empresários,promotores públicos e da sociedade civil. “Resolver o problema fundiário na Amazônia é fundamental para promover a justiça social e combater o desmatamento. O que questionamos é como a regulamentação está sendo conduzida”, diz Astrini.

Como bem disse Marina em seu discurso no dia da votação da MP, o presidente tem a obrigação moral de pelo menos vetar esses artigos, para honrar a sua história e a memória de cidadãos como Chico Mendes e a irmã Dorothy Stang que pagaram com a própria vida por seu desejo de ver a terra sendo usada por quem é realmente merecedor.

Se a MP estivesse em vigor à época do assassinato de irmã Dorothy, em 2005, a área de 1.500 hectares defendida para a criação de um PDS (Projeto de Desenvolvimento Sustentável), em Anapu, no Pará, seria destinada aos acusados pela morte da freira.

Estamos abertos ao diálogo caso o presidente Lula esteja mesmo disposto a debater o assunto com as ONGs. Que tal na próxima quarta-feira, 24 de junho?

Faça sua parte: ligue e divulgue os números e o e-mail do presidente Lula para seus amigos e peça para que eles digam NÃO a MP 458

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