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Política - Nacional

Médico acusado de 56 crimes sexuais está desistindo da profissão



O médico Roger Abdelmassih, que responde a 56 acusações de estupro contra ex-pacientes, entregou ao Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) um pedido de cancelamento de seu registro.

O médico chegou a ficar preso por quatro meses no ano passado, devido às acusações, sendo libertado na véspera do Natal. A confirmação do pedido de cancelamento do registro foi feita pelo advogado de Abdelmassih, José Luis de Oliveira Lima, na tarde de ontem (28) mas não foi informada a razão da solicitação.

O registro médico de Abdelmassih já estava suspenso desde sua prisão, ocorrida em agosto do ano passado. O CRM-SP abriu 51 processos éticos contra Roger. Após deixar a prisão, ele chegou a afirmar que pretendia recuperar seu registro profissional.

Abdelmassih é acusado de estupro contra 39 ex-pacientes, mas como algumas relataram mais de um crime, há 56 acusações contra ele. Em geral, as mulheres alegam que ele tentou beijá-las ou acariciá-las quando estavam sozinhas – sem o marido ou a enfermeira presente. Algumas disseram ter sido molestadas depois da sedação.

Desde que foi acusado pela primeira vez, Abdelmassih negou por diversas vezes ter praticado crimes sexuais contra ex-pacientes. O médico afirma que vem sendo atacado há aproximadamente dois anos por um “movimento de ressentimentos vingativos”. Ele também já chegou a afirmar que as mulheres que o acusam podem ter sofrido alucinações provocadas pelo anestésico usado durante o tratamento de fertilização in vitro.

De acordo com ele, "as pacientes podem acordar e imaginar coisas”. Segundo sua defesa, ele nunca ficava sozinho com suas pacientes na clínica, estando sempre acompanhado por uma enfermeira.

Os antecedentes do caso

* Em 17 de agosto de 2009, o médico Roger Abdelmassih, especialista em tratamento para casais com dificuldades em ter filhos e famoso entre celebridades de TV, foi preso sob acusação de cometer estupros. A prisão preventiva foi determinada pelo juiz da 16ª Vara Criminal de São Paulo, Bruno Paes Stranforini, atendendo ao pedido do Ministério Público que denunciou o médico.

* A investigação, que começou em maio de 2008, foi inicialmente feita pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e depois refeita pelos policiais da 1ª Delegacia da Mulher da capital. Para a polícia, as supostas vítimas disseram que o médico abusava delas enquanto elas ainda estavam sedadas. O relato mais antigo é de 1994 e há outros de 2005, 2006 e 2007.

* Em junho do ano passado a polícia concluiu a investigação e acusou formalmente o médico. Dois meses depois, a Justiça aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público e abriu processo contra Abdelmassih. A prisão preventiva dele foi decretada em 17 de agosto.

* Depois de ficar detido no presídio de Tremembé, a 147 de São Paulo, ele obteve no STF o habeas corpus para ser libertado, na véspera do Natal. A liminar foi concedida pelo então presidente Gilmar Mendes, em período em que o STF já estava em recesso.

* A relatora do hábeas, por prevenção, é a ministra Ellen Gracie. O advogado de defesa é o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. O processo está concluso com a relatora, no aguardo de informações que foram solicitadas e reiteradas ao STJ.

HC nº 102098

Fonte: Espaço Vital
 

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