Domingo, 12 de março de 2017 - 08h14

247 – Já é praticamente impossível fazer a conta de quantos ministros, aliados e assessores de Michel Temer estão delatados na Lava Jato, o que confirma a tese de que o impeachment foi o golpe dos corruptos contra a presidente honesta.
A bola da vez é o chanceler Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), delatado por ter supostamente pedido e recebido R$ 500 mil pelo caixa dois da Odebrecht em 2010, quando se elegeu senador, segundo informa a jornalista Bela Megale.
O delator Carlos Alberto Paschoal, superintendente da empreiteira em São Paulo, afirmou que foi o próprio Aloysio quem pediu os recursos e determinou o recebimento da propina em hotéis de São Paulo.
"O ex-executivo disse a procuradores da Lava Jato que o tucano designou uma pessoa de sua confiança com quem foram combinadas senhas e endereços de entrega dos recursos. Segundo a prestação de contas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Aloysio Nunes arrecadou R$ 9,2 milhões naquelas eleições. A Odebrecht não aparece entre os doadores", informa a jornalista.
Dias atrás, a chanceler da Venezuela, Delcy Rodriguez, afirmou, com razão, que o Brasil se transformou em "vergonha mundial" desde o golpe contra a democracia e a presidente Dilma Rousseff, uma vez que todo o governo Temer está atolado em corrupção.
Aloysio, que já havia sido delatado pela UTC por caixa dois de R$ 200 mil, chamou o novo delator de mentiroso.
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