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Operação Lava Jato e a atuação do Judiciário no combate a corrupção são pautadas em entrevista com Presidente da Ameron


 Operação Lava Jato e a atuação do Judiciário no combate a corrupção são pautadas em entrevista com Presidente da Ameron - Gente de Opinião

Convidado especial do quadro “Cidadania”, comandado pelo advogado Fabrício Jurado, o presidente da Associação dos Magistrados do Estado de Rondônia (Ameron), desembargador Alexandre Miguel participou do programa Bronca Livre exibido pela TV Allamanda - afiliada ao SBT em Rondônia. Durante quinze minutos de entrevista, o magistrado falou sobre a atuação do Poder Judiciário no combate a corrupção e fez uma análise da Operação Lava Jato que investiga um grande esquema de lavagem e desvio de dinheiro público da estatal Petrobrás – fraudes executadas por servidores públicos, políticos e empreiteiras.

Ao longo da entrevista, o presidente da Ameron afirmou que a corrupção é algo que ocorre há muito tempo na história da humanidade em si, embora seja uma conduta de extrema reprovação em pleno século XXI. Destacou também que o brasileiro é um povo cheio de esperança e por ser ordeiro será capaz de superar essa fase de convívio com a corrupção. “A história do mensalão é uma demonstração clara de que o país vem mudando, culturalmente estamos nos abdicando de que só o pobre vai para a cadeia. Os noticiários tem nos mostrado que poderosos economicamente e politicamente tem sido condenados e pagando pelos erros que cometeram”, avalia.

O desembargador Alexandre Miguel também lembrou de um dos grandes avanços da legislação e que tem colaborado nos trabalhos de investigação da Polícia Federal, Ministério Público e o Poder Judiciário: a utilização da delação premiada. “Muitos ainda estão aprendendo a lidar com essa questão. Não se ouvia falar em delação premiada há dois ou três anos. É uma legislação nova e incorporada no sistema jurídico em 2003. Enquanto os outros (investigados na Operação Lava Jato) utilizavam fatos passados, no caso específicos deles (donos da JBS) eram crimes que estavam acontecendo. A partir daí se verificou que tudo o que disseram, não disseram tudo, pois tem muitas coisas que talvez tenham sido acobertadas e com o passar do tempo foram descobertas”, examina o magistrado.

A possível privatização da Petrobrás também foi discutida na entrevista, o presidente da Ameron lembrou do sucateamento dos bancos estatais nos anos 90 e que de 27 unidades da federação, em apenas três estados os bancos estatais resistiram à falência e continuam a operar com a finalidade que foram criados, como o fomento ao setor produtivo (agricultura e indústria). O desembargador Alexandre Miguel também recordou que os serviços de telefonia - privatizados há mais de 20 anos - tiveram avanços, permitindo amplo acesso aos cidadãos.

Ao término da entrevista, o presidente da Ameron, alertou a população sobre os ataques que o Judiciário tem recebido nos últimos meses de pessoas poderosas economicamente na tentativa de desqualificar os trabalhos desenvolvidos pela magistratura. “Os avanços na legislação permitiram a essas pessoas a responder perante à Justiça. A partir desse momento, começaram a fazer ataques ao Judiciário de modo geral. Desacreditam a instituição Poder Judiciário para que ainda no fim consigam ter algum benefício com relação até mesmo com eventuais condenações, diminuição de pena e até a modificação da lei com a anistia. O Judiciário ainda é a grande garantia do cidadão brasileiro”, pontua.

Confira a entrevista completa aqui

 
Fonte: Marco Sales

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