Sábado, 10 de junho de 2017 - 20h16

247 - O deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ) fez um requerimento para instalar uma CPI (comissão parlamentar de inquérito) para apurar o uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) por Michel Temer para espionar a vida do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. Molon já começa na segunda-feira (12) o corpo a corpo com seus pares para coletar assinaturas na Câmara dos Deputados. Para conseguir instalar a CPI, ele precisa ter pelo menos 71 assinaturas.
"As denúncias publicadas são extremamente graves e reforçam a acusação de que o Presidente da República estaria utilizando o cargo para obstruir as investigações que buscam o esclarecimento de crimes que teriam sido praticados por ele e por seus auxiliares, conforme os autos em tramitação no Supremo Tribunal Federal", justifica Molon no documento por meio do qual sugere a criação da CPI.
O deputado diz ainda que a ação da Abin configura "crime e que, se confirmada, entrará para a história como um dos mais graves atentados à separação de poderes desde a promulgação da Constituição de 1988".
"O Poder Legislativo tem o dever de investigar as denúncias publicadas, de maneira a resguardar a Constituição e responsabilizar os agentes públicos envolvidos", diz Molon.
Após a coleta e checagem das assinaturas, a CPI precisa ser autorizada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que é aliado de Temer.
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também já anunciou algumas das providências que tomará sobre a ação do governo contra Fachin. Ele vai pedir que a Procuradoria-Geral da República investigue o caso e quer a convocação dos articuladores da medida no Senado.
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