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Política - Nacional

Para ambientalista, energia nuclear é cara e deve ser descartada


Alana Gandra 
Agência Brasil

A energia nuclear apresenta uma série de desvantagens: é a mais cara dentre todas as fontes de energia existentes e ao custo elevado se somam as questões da segurança, da viabilidade e da destinação dos resíduos.

O alerta é do coordenador da Campanha do Clima do Greenpeace do Brasil, Luís Piva, que acrescentou: "Ao mesmo tempo, os recursos potenciais de serem empregados na construção dessa tecnologia podem ser  perfeitamente alocados em projetos de energia renováveis e de eficiência energética, onde se tem um rol de energia descentralizado e seguro”.

A energia nuclear foi apontada como uma opção para reduzir o impacto das mudanças climáticas no 4º relatório do Painel Governamental sobre Mudanças do Clima (IPCC) das Nações Unidas, divulgado ontem (4), ressalvando porém as questões de segurança e destinação do lixo radioativo.

Para concluir a construção da usina nuclear de Angra 3, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) estima que serão necessários mais US$ 1,8 bilhão. O custo total, incluindo a colocação da unidade em funcionamento, adaptação da malha para fazer chegar eletricidade à casa dos consumidores, entre outras operações, atingiria R$ 17 bilhões.

Na opinião do coordenador, esses recursos poderiam ser utilizados em outras fontes de geração de energia, como por exemplo um parque eólico (gerada por ventos) com o dobro da potência de Angra 3, cuja capacidade prevista é de 1.350 megawatts (MW).

Em relação ao lixo radioativo, Luís Piva afirmou que esse é um problema ainda sem solução. “E, por mais que o governo diga que não é um problema, uma vez que o armazenamento é apropriado, a gente acha que está  totalmente errada essa posição. Se construírem outras usinas, haverá o acúmulo, a falta de local apropriado. Além disso, esse tipo de lixo permanece  por muito tempo com um potencial muito alto de acidentes e de causar algo pior”, avaliou o ambientalista.

 

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