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Política - Nacional

Pastoral Carcerária alerta para surto de tuberculose em presídios


José Carlos Mattedi
Agência Brasil

Brasília - A Pastoral Carcerária, vinculada à Igreja Católica, alerta: a saúde prisional no Brasil é crítica, sendo preocupante “a volta da tuberculose em forma de surto” nos presídios. Segundo o coordenador nacional da entidade, Padre Gunther Zgubic, os direitos humanos e a dignidade humana não são respeitados na maioria dos presídios brasileiros.

Padre Gunther revela que nos presídios há um enorme contingente de dependentes de drogas e álcool, além da volta da lepra em algumas unidades e surtos de tuberculose. “Os números de doentes são altíssimos, em comparação com a sociedade aqui fora. Mas, infelizmente, não temos quase nenhum tratamento por falta de financiamento à saúde”, denuncia.

Segundo ele, em diversos presídios a tuberculose voltou em forma de surto, devido à superlotação, que facilita o contágio. “Os internos não têm a higiene necessária, não há ventilação nem alimentação adequada”, diz.

Outro grave problema, em sua opinião, é a falta de profissionais de saúde dispostos a trabalhar com detentos. O medo e os baixos salários seriam as barreiras para que médicos, psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais aceitem o emprego. “Essas pessoas precisariam ter um melhor reconhecimento financeiro”.

O Espírito Santo, de acordo com o padre, é o estado onde se registra os mais graves desrespeitos aos direitos e a dignidade do preso. Lá, inclusive, segundo o padre, a Pastoral Carcerária é impedida de entrar em alguns presídios pela Secretaria Estadual de Justiça. “Há maus tratos e misérias terríveis que afetam a saúde do interno e acabam com o seu sistema imunológico”, destaca.

Apesar dos problemas apontados, Gunther considera o Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário (PNSSP) um avanço importante para dar dignidade à saúde do preso no Brasil, e vê nele a única solução para os estabelecimentos penais dos estados.

“A situação é complexa, mas os estados devem rapidamente optar pelo credenciamento ao PNSSP, assumindo assim compromissos de dar ao interno a qualidade mínima que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece”.

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