Segunda-feira, 21 de outubro de 2013 - 12h06
Da Agência Brasil
Rio de Janeiro – A greve nacional dos petroleiros ganhou a 0h de hoje (21) a adesão de trabalhadores do Ceará. Com isso, já são 12 estados com serviços paralisados nas plataformas, refinarias e unidades de tratamento de combustível da Petrobras em todo país, conforme informou o diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Simão Zanardi.
No Rio, a greve atinge 42 plataformas da Bacia de Campos. Na baixada fluminense, os funcionários da Refinaria Duque de Caxias (Reduc) também suspenderam as atividades. Além disso, a greve atinge a Transpetro, no terminal de Campos Elíseos e a Usina Termoelétrica de Duque de Caxias (TermoRio).
A Federação Única dos Petroleiros ainda não tem um balanço sobre a greve no setor administrativo da Petrobras. Na frente do edifício-sede da empresa, no Centro do Rio, trabalhadores e representantes de movimentos sociais permanecem acampados. O policiamento está reforçado, mas não há registro de tumultos.
Segundo a FUP, cerca de 200 funcionários da Petrobras que operam na Bacia de Campos, no norte do estado, foram impedidos de sair de pelo menos 13 plataformas, já que por causa da greve não há troca de turno. Por e-mail, a Petrobras informou que "não pratica coação aos empregados".
No sábado (19), o Sindicato dos Petroleiros de Duque de Caxias obteve liminar na Justiça que garantiu a saída dos petroleiros que estavam trabalhando há mais de 12 horas na Reduc. A decisão da Justiça determinou que, caso os trabalhadores permanecessem no local de trabalho, a Petrobras seria obrigada a pagar multa de R$ 10 mil por hora, por trabalhador.
Líderes sindicais estão reunidos com a Petrobras na sede da empresa no Rio, para tratar da data-base dos petroleiros. A Gerência de Recursos Humanos da estatal informou que vai apresentar proposta para o acordo coletivo de trabalho 2013. Os trabalhadores reivindicam suspensão imediata do leilão de Libra, marcado para hoje à tarde no Rio, além de reajuste salarial de 16,53%. A Petrobras ofereceu, até agora, aumento de 6,09% no salário-base, além de 7,68% na Remuneração Mínima por Nível e Regime e abono equivalente a uma remuneração ou a R$ 4 mil – o que for maior.
O diretor da FUP, Simão Zanardi, reiterou que a greve deve prosseguir e se intensificar em todas as bases pois, além das reivindicações salariais, a luta dos petroleiros é pela suspensão do leilão do Campo de Libra e pela retirada de tramitação do Projeto de Lei (PL) 4330, que regulamenta a terceirização para as atividades-fim e acaba com a responsabilidade solidária das empresas contratantes.
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