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Política - Nacional

PF revela à CDHM que precisa exumar corpo de índio Munduruku para esclarecer morte


Representantes da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados estiveram hoje (20) pela manhã com o diretor-geral da Polícia Federal Leandro Daiello Coimbra para obter informações sobre a Operação Eldorado, realizada na área indígena Munduruku, na divisa de Mato Grosso e Pará, no último dia 7, e que resultou na mGente de Opiniãoorte do índio Adenilson Kirixi Munduruku. Dois policiais federais e dois indígenas foram feridos. O Ministério Público Federal iniciou investigação sobre o conflito.

Leandro Coimbra explicou ao deputado Padre Ton (PT-RO), segundo vice-presidente da CDHM, que houve a concordância de lideranças indígenas para que a Federal destruísse 14 balsas de extração ilegal de ouro na região, mas que no dia da operação detiveram o delegado responsável, e os policiais foram surpreendidos por índios com flechas e armas de fogo. Houve reação. A destruição das balsas era a etapa final da operação, até aquele momento bem sucedida com a prisão de agentes econômicos que lucravam com o garimpo ilegal de ouro.

Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, ocorreram obstáculos para o exame do corpo do índio morto. “Sem exumar o corpo não vamos identificar de qual arma saiu o disparo”, declarou, defendendo o exame para que a investigação dos fatos seja bem sucedida.

O deputado Padre Ton (PT-RO), segundo vice-presidente da Comissão, explicou que a CDHM tem sido acionada pelo movimento indígena e pela imprensa a respeito do conflito ocorrido envolvendo a Policia Federal. “A CDHM precisa de informações precisas e detalhadas sobre o caso, sobre a atuação da Federal, para que possa melhor desenvolver suas ações”, esclareceu.

O processo judicial sobre o caso, segundo Leandro Coimbra, não corre mais em segredo de justiça e, por isso, a comissão pode requerer cópia dos autos, inclusive áudios e gravações feitas, que comprovam as informações prestadas na audiência. O deputado Padre Ton disse que irá requisitar o processo.

As 14 balsas de extração ilegal de ouro na região dos Munduruku, na fronteira de Mato Grosso com Pará, com faturamento anual de R$ 6 milhões cada uma, geravam uma receita de R$ 30 mil/mês para os indígenas, totalizando R$ 420 mil. Não há garantia de que os recursos efetivamente eram empregados em prol da comunidade indígena.

Na audiência estiveram também a deputada Erika Kokai (PT-DF) e o deputado Marcon (PT-DF). A deputada quis saber sobre a atuação da PF na região de Dourados (MS), onde vivem os Guarani-Kaiowá, pedindo maior celeridade na conclusão de inquéritos que investigam assassinatos na região decorrentes de conflitos fundiários.

O diretor-geral informou que a PF concluiu o inquérito que apurou o assassinato do cacique Nísio Floresta. “Todos os envolvidos foram presos, inclusive mandantes”, declarou.

Fonte:  Mara Paraguassu

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