Segunda-feira, 19 de março de 2018 - 06h04

247 - A sete meses das eleições, pré-candidatos à Presidência da República têm utilizado seus mandatos e cargos públicos para tentar viabilizar suas pretensões eleitorais. Aproveitando a visibilidade e a estrutura que dispõem, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro (PSC), têm orientado suas agendas de olho na disputa pelo Palácio do Planalto. Michel Temer também cogita disputar a reeleição, apesar do seu baixo índice de aprovação (6%), e sua principal aposta para tentar aumentar sua popularidade é a intervenção federal na Segurança Pública do Rio.
As regras da pré-campanha foram afrouxadas pela minirreforma eleitoral aprovada pelo Congresso em 2015. A disputa começa oficialmente em 16 de agosto, mas a nova lei permitiu aos concorrentes anunciar, antes desta data, que são pré-candidatos, inclusive em atos políticos financiados pelo partido — e que não constarão da prestação de contas da campanha — desde que não haja pedido explícito de voto. Também passou a ser autorizado exaltar qualidades pessoais, pedir apoio político e divulgar propostas. Para o Ministério Público, as mudanças dificultam a configuração de eventual propaganda eleitoral antecipada e, consequentemente, ações para coibir abusos de poder econômico e quebra de isonomia entre os concorrentes.
Rodrigo Maia iniciou na última sexta-feira uma agenda de viagens pelo país, na tentativa de nacionalizar seu nome e melhorar seu desempenho nas pesquisas de intenções de voto.
As informações são de reportagem de O Globo.
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