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Política - Nacional

Promessas de campanha de Dilma têm horizonte de 4 anos


Pedro Peduzzi
Agência Brasil

O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, disse hoje (19) que as promessas de campanha da presidenta Dilma Rousseff têm um horizonte de quatro anos, tempo de duração do mandato e, portanto, não dá para ter como referência o início do governo. Ele acrescentou que os primeiros meses deste ano estão sendo dedicados aos ajustes necessários para a recomposição da economia do país.

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Primeiros meses deste ano destinam-se a ajustes para recomporsição da economia, diz MercadanteJosé Cruz/ABr

“As pessoas precisam entender que o discurso [eleitoral] é para quatro anos, e não para os primeiros dois meses de governo. Precisamos de ajuste fiscal, e quanto mais rápido isso for feito, mais rápido sairemos da situação. Teremos de reorganizar as contas públicas. Isso traz um pouco de sacrifício para todos. Mas faz parte [das ações], inclusive, cortar da própria carne do governo”, disse o ministro, após receber homenagens em cerimônia na Embaixada da Espanha, em Brasília.

Segundo ele, as recentes manifestações demonstram um sentimento que é presente tanto na presidenta quanto nos manifestantes. “É a importância do combate à corrupção. Isso está sendo implementado de forma implacável, como nunca aconteceu no Brasil”. Mercadante destacou as medidas, anunciadas ontem (18) pela presidenta, de combate ao caixa 2 e de confisco de bens, como forma de punição aos servidores que não justificam patrimônio e renda.

“Já vivemos muitos momentos difíceis ao longo desses 12 anos. No governo Dilma, também. Em 2013, tivemos grandes manifestações e a leitura dos jornais foi mais ou menos semelhante à de hoje. Na época, a presidenta ouviu as reivindicações e, depois, venceu as eleições após termos desenhado pactos e dado respostas”, ressaltou o ministro.

Ainda sobre as manifestações, Mercadante disse que elas são, em parte, explicadas pelas eleições “polarizadas e muito disputadas” de 2014. “Depois de 12 anos e de quatro derrotas seguidas da oposição, tivemos um clima de terceiro turno. Houve até questionamentos à urna eletrônica. O curioso é que isso foi apenas para a eleição presidencial, não sendo dirigido a governadores, ao Congresso Nacional, nem a deputados estaduais. Houve, também, questionamento sobre as contas eleitorais. Tudo isso faz parte da disputas eleitorais.”

Perguntado sobre a desvalorização do real, o ministro disse que a moeda esteve sobrevalorizada durante muito tempo. A seu ver, isso teve impacto na indústria, que registrou déficit comercial/ano em transações correntes, em 2014, de US$ 100 bilhões. “Essa desvalorização aumenta nossa competitividade e os investimentos externos. Além disso, ajuda nas exportações de commodities”, disse ele.

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