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Política - Nacional

São Paulo tem 57 votos a favor do impeachment e 13 não



Carolina Gonçalves e Karine Melo - Repórteres da Agência Brasil

O estado com a maior representação na Câmara dos Deputados, São Paulo, finalizou com 57 a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff e 13 votos contrários. A bancada paulista tem 70 vagas na Casa, distribuídas entre partidos aliados e oposicionistas. Durante as votações, quando parlamentares podem falar por dez segundos, governistas enfatizaram que o processo é um golpe.

O voto de Paulo Maluf (PP), que chegou a gerar expectativas durante a última semana, seguiu a orientação do partido que fechou questão e anunciou que expulsaria parlamentares que votassem contra o processo. De outro lado, Arlindo Chinaglia (PT), afirmou que o caminho mais curto para garantir a democracia é pelas eleições e foi o primeiro a se manifestar contra o impeachment. O apoio ao governo foi seguido pelos também petistas Carlos Zaratini, José Mentor e Ana Perugini, entre outros.

Por outras legendas, Dilma também recebeu os votos contrários ao processo dado pelos parlamentares do PSOL. Ivan Valente, líder da legenda, voltou a atacar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusado de conduzir o processo “sem ter legitimidade” já que é réu em processo no Supremo Tribunal Federal (STF), e o vice-presidente da República, Michel Temer, que assume a vaga de Dilma caso o Senado aprove o pedido. “A eleição de Temer pelo impeachment é uma fraude”, disse Ivan Valente.

O voto favorável do deputado Tiririca (PR) causou reboliço no plenário. Dias antes da votação, Tiririca foi perguntado por jornalistas como votaria e sintetizou: “no microfone”.

A aprovação do processo depende do voto de 342 deputados (2/3 dos 513) a favor do parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que recomenda a abertura de processo contra Dilma, por considerar que houve crime de responsabilidade da petista por editar decretos de crédito suplementares sem autorização do Congresso e pelo atraso de pagamentos que ficou conhecido como pedaladas fiscais. Se o processo for admitido, o julgamento da presidente será conduzido pelo Senado.

A votação está ocorrendo individualmente. Conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), em sessão na última sexta-feira (15), a votação seguirá conforme o regimento interno da Câmara com chamada alternada de deputados da Região Norte para a Sul. Em cada estado, ela será nominal por ordem alfabética. O último a votar será o deputado Ronaldo Lessa (PDT-AL), cujo partido fechou questão no apoio a presidenta Dilma e já anunciou que irá expulsar da sigla os infiéis.

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