Porto Velho (RO) sábado, 14 de março de 2026
opsfasdfas
×
Gente de Opinião

Política - Nacional

Senado deve votar esta semana uso de pulseira eletrônica em presos


Agência O Globo BRASÍLIA - A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado deve votar, na próxima quarta-feira, mais uma proposta do pacote antiviolência. Trata-se do monitoramento eletrônico de presos em liberdade vigiada ou em progressão para regime semi-aberto, ou que tenham recebido indulto, por exemplo, de Natal ou na Semana Santa. Aprovado o projeto de lei do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), a proposição segue para votação em plenário. Um projeto semelhante, de monitorar presos fora das penitenciárias, está em estudo também no Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. "Não vai ser um chip, porque essa questão de invadir o corpo do indivíduo, pertence a um passado que a gente quer esquecer", adianta diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Maurício Kuehne. A medida é defendida, com ressalvas, pela Pastoral Carcerária, ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A Pastoral defende que o monitoramento não seja usado em presos no regime semi-aberto como está sendo discutido, e sim para detentos que estão em regime fechado. Isso ajudaria, segundo a entidade, a reduzir o tempo de pena dos detentos e daria maiores condições de ressocializá-lo. O uso da pulseira eletrônica em prisioneiros já é comum em países como Estados Unidos, Alemanha e Suécia. Segundo Mercadante, a iniciativa pretende aliviar o sistema carcerário brasileiro, que sofre com a superlotação. Dados do Ministério da Justiça (MJ) apontam que o país tem cerca de 400 mil detentos, sendo que 170 mil (41%) são presos provisórios que aguardam, encarcerados, a sentença do juiz. Ao mesmo tempo, há 550 mil mandados de prisão ainda não cumpridos pela polícia. -Tal situação configura clara falência do sistema punitivo nacional, avalia Mercadante. O projeto de uso da pulseira eletrônica altera dispositivos no Código Penal e na Lei de Execuções Penais, possibilitando ao juiz "se utilizar do monitoramento eletrônico em relação ao livramento condicional e a progressão para regime semi-aberto e aberto, ou em caso de indulto". Porém, a liberdade vigiada não poderá ser aplicada nos casos de crimes hediondos ou naqueles cometidos com violência ou grave ameaça. -O monitoramento eletrônico é uma forma de aliviar o sistema carcerário inflacionado, que deve ser efetivamente destinado aos presos perigosos. Ao mesmo tempo, permite desde logo a reinserção do acusado na sociedade, de forma vigiada, para que possa responder o processo em liberdade, ressalta Aloizio Mercadante. Outra proposta do pacote antiviolência que será votada também na quarta-feira pela CCJ, é a que antecipa a maioridade penal de 18 para 16 anos.

Gente de OpiniãoSábado, 14 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha e convoca André Moura

CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha e convoca André Moura

Os integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovaram, nesta quinta-feira (26), a

Maurício Carvalho defende isenção do imposto de renda para professores em audiência pública na Câmara

Maurício Carvalho defende isenção do imposto de renda para professores em audiência pública na Câmara

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados realizou, nesta quarta-feira (12), audiência pública para debater o Projeto de Lei 165/2022, que prop

Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Rondônia tem nova diretoria.

Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Rondônia tem nova diretoria.

Nesta quinta-feira, (07/09) o Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Rondônia  - (SINSEMPRO) realizou Eleições  para a escolha da nova d

Retomada do diálogo sobre a pavimentação da BR-319 é uma boa notícia ao setor produtivo, diz presidente da Fecomércio

Retomada do diálogo sobre a pavimentação da BR-319 é uma boa notícia ao setor produtivo, diz presidente da Fecomércio

O presidente da Fecomércio-RO e Vice-Presidente da CNC, Raniery Araujo Coelho, se manifestou nesta quarta-feira 16.07 sobre a retomada das discussõe

Gente de Opinião Sábado, 14 de março de 2026 | Porto Velho (RO)