Sábado, 7 de outubro de 2017 - 17h29

247 - Após vir à tona a notícia de que Michel Temer adquiriu dois terrenos em um condomínio de luxo no município de Itu (SP) apenas um dia depois de um suposto repasse de R$ 1 milhão em propina do grupo JBS, em 2014, o Palácio do Planalto divulgou nota afirmando que a compra dos imóveis foi legal e que há compatibilidade entre a evolução patrimonial e a renda do peemedebista.
Segundo matéria publicada pelo jornal El País, os executivos da JBS contaram em suas delações premiadas que no dia 2 de setembro de 2014 um repasse, no valor de 1 milhão, foi feito para o coronel aposentado João Batista Lima Filho, amigo íntimo de Temer e apontado pelos delatores como operador de propinas pertencentes a Temer.
No dia seguinte ao repasse, a Tabapuã Investimentos e Participações, empresa pertencente a Temer comprou dois terrenos no condomínio Terras de São José II por R$ 380 mil e R$ 334 mil, respectivamente. Ainda segundo a reportagem, em 2013, Temer teria autorizado que o advogado José Yunes controlasse e movimentasse as contas da empresa. Yunes foi assessor especial da Presidência, e ficou no cargo até ter seu nome citado nas delações de executivos da Odebrecht.
Ainda segundo a nota, "Transações registradas em cartório, declaradas no imposto de renda são lícitas, não restando nenhuma dúvida sobre a legalidade da compra dos terrenos pelo presidente”.
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