Quinta-feira, 13 de abril de 2017 - 21h52

247 – Michel Temer foi aniquilado nesta quinta-feira 13. No capítulo mais importante das delações da Odebrecht, o executivo Márcio Faria, número dois da companhia, o apontou como responsável direto pela cobrança de uma propina de US$ 40 milhões, o equivalente a R$ 126 milhões, como contrapartida de 5% num contrato da área internacional da Petrobras.
Faria fez questão de enfatizar que se tratava de propina. Uma doação totalmente indevida para o PMDB, uma vez que representava um percentual de um contrato da Petrobras (confira aqui o vídeo). Contrato este que a presidente legítima, Dilma Rousseff, reduziu em 43% (leia mais aqui).
O executivo da Odebrecht deu ainda detalhes da reunião em que se acertou o pagamento da propina. Dela participaram o ex-deputado Eduardo Cunha, preso em Curitiba e já condenado a 15 anos por corrupção e lavagem, o também ex-deputado Henrique Eduardo Alves, que já teve suas contas na Suíça descobertas, e o lobista João Augusto Henriques, ligado a Temer e também preso em Curitiba. Na reunião, como chefe da tribo, Temer sentava-se na cabeceira da mesa.
Em nota, Temer confirmou o encontro, mas negou que tivesse tratado de dinheiro – o que é praticamente impossível de se acreditar, uma vez que essa reunião foi uma das questões levantadas por Eduardo Cunha nos questionamentos que tentou fazer a Temer (leia mais aqui).
Se não bastasse a propina de 5%, o mesmo número apareceu numa outra notícia envolvendo Michel Temer. Uma pesquisa CUT/Vox Populi revelou que apenas 5% dos brasileiros o aprovam (leia aqui). Mais do que isso, apontou que 93% dos brasileiros são contra o desmonte da Previdência.
As razões da impopularidade de Temer são óbvias. Hoje, o Brasil tem o governo mais ficha-suja de sua história, com oito ministros investigados por corrupção, além dos seis já demitidos pelo mesmo motivo. E este mesmo governo propõe, entre outras coisas, o fim das aposentadorias, o fim dos direitos trabalhistas, a entrega do pré-sal a empresas estrangeiras e a venda do território nacional a investidores internacionais. Ou seja: é uma invasão bárbara, num projeto de autodestruição nacional, como nunca se viu em lugar nenhum do mundo.
Já é certo que Temer entrará para os livros de história não apenas como um político que traiu uma presidente legítima, mas também como o responsável direto pelo capítulo mais vergonhoso da vida nacional. Neste momento, se ainda lhe restasse um mínimo de dignidade, ele estaria escrevendo sua carta de renúncia. No entanto, como seu compromisso não é com o povo brasileiro, mas sim com as forças antinacionais e antipopulares que o levaram ao poder sem voto, ele ainda tentará aprovar seu pacote de maldades para manter o apoio dos únicos que ainda estão com ele: os patrocinadores do golpe.
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