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Política - Nacional

Violência fez RJ perder R$ 657 milhões em turismo



Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil
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Panorama do Rio de Janeiro com destaque para as montanhas do Corcovado (esquerda) e o Pão de Açúcar (centro, ao fundo) Arquivo/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O turismo no Rio de Janeiro perdeu R$ 657 milhões em consequência da criminalidade entre janeiro e agosto deste ano. O dado é parte de um levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O montante equivale ao faturamento de 8,9 dias do turismo local. O segmento de bares e restaurantes sofreu mais da metade do prejuízo: R$ 332,1 milhões. Também tiveram perda os segmentos de transportes, agências de viagens e locadoras de veículos (R$ 215,5 milhões, ou 32,6% do total); hotéis, pousadas e similares (R$ 97,7 milhões, ou 14,8%) e atividades culturais e de lazer (R$ 14,7 milhões, ou 2,2%).

A violência foi responsável por 29% da perda total de faturamento do setor no período, que chegou a R$ 2,3 bilhões. O turismo também sofre impacto de outros fatores, relacionados à conjuntura econômica.

Para Fabio Bentes, chefe da Divisão Econômica da CNC, a piora do mercado de trabalho brasileiro até o início de 2017 limitou a capacidade de consumo por parte dos turistas nacionais, que reduzem os gastos com lazer para equilibrar o orçamento familiar. “E, mesmo com a reação lenta do emprego e a queda da inflação nos últimos meses, ainda não vemos efeitos da retomada na demanda por serviços turísticos”, disse.

Segundo estimativa da CNC, para cada aumento de 10% na criminalidade, a receita bruta das empresas que compõem a atividade turística do Estado recua, em média, 1,8%. O estudo identifica que a sensibilidade ao aumento da violência no estado é maior nos segmentos mais dependentes do turismo, tais como hospedagem (-1,9%) e transporte (-2,0%).

Já nos segmentos de alimentação e serviços culturais e de lazer, mais ligados à prestação de serviços a residentes, o aumento de 10% na criminalidade no Estado reduz suas receitas em 1,7% e 1,5%, respectivamente.

De janeiro a setembro de 2017, o setor perdeu 10.237 postos de trabalho com carteira assinada. No mesmo período do ano passado, a perda a havia sido menor: 6.823 postos.

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