Quinta-feira, 5 de janeiro de 2023 - 14h50

O vice-presidente da República,
Geraldo Alckmin, ressaltou nesta quarta-feira (04/01) que o novo Ministério do
Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços terá como principal missão
promover um amplo processo que fortaleça a cadeia industrial brasileira, além
de ampliar as exportações do país.
“A reindustrialização é essencial para que possa ser retomado o
desenvolvimento sustentável. E que essa retomada ocorra sob o único prisma da
legítima justiça: o da justiça social”, afirmou o ministro, durante a cerimônia
de transmissão de cargo, no Palácio do Planalto. A solenidade contou com a
presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de ministros,
parlamentares, governadores, embaixadores, representantes de entidades
setoriais e de entidades representativas de carreiras públicas federais
estiveram presentes.
Alckmin destacou que o Brasil deve elaborar com urgência uma
política moderna de desenvolvimento industrial e citou a importância do decreto
do presidente Lula que criou o Conselho Nacional do Desenvolvimento Industrial
(CNDI), que promoverá o diálogo público-privado em matéria de política
industrial.
Alinhado às tendências globais, Alckmin anunciou que o novo MDIC
contará com uma secretaria de economia verde, descarbonização e bioindústria,
que trabalhará em parceria com o Ministério do Meio Ambiente. “Essa é uma
agenda prioritária”, frisou.
Ele também adiantou que o ministério incorpora a Câmara de
Comércio Exterior à sua estrutura e que terá sob o seu guarda-chuva a
ApexBrasil, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.
“Trabalharemos com a Apex para o reposicionamento da imagem do Brasil no
mundo”, avisou Geraldo Alckmin.
Reversão da
desindustrialização
Durante seu discurso, Alckmin apresentou diversos números que
demonstram a realidade atual do setor. “A indústria é essencial. São essenciais
os empregos que gera, os tributos que recolhe, a riqueza que distribui. Para
cada real produzido pelo setor industrial a economia ganha algo em torno de R$ 2,43. O
impacto positivo é percebido por todos os setores da economia”, declarou.
Ele destacou que é urgente que se promova a reversão da
desindustrialização precoce ocorrida no Brasil e citou que apesar de
representar apenas 11% do PIB brasileiro, a indústria de transformação aporta
69% de todo o investimento em pesquisa e desenvolvimento.
“A indústria responde por 29,35% da arrecadação tributária, ou
seja, quase três vezes o seu peso na economia. O Brasil não pode prescindir da
indústria se tiver ambições de alavancar o crescimento econômico e se desenvolver
socialmente. Ou o país retoma a agenda do desenvolvimento industrial ou não
recuperará um caminho de crescimento sustentável, gerador de empregos e
distribuidor de renda”, alertou.
Segundo ele, entre 1980 e 2020, a indústria dos Estados Unidos mais
do que dobrou de tamanho. A do mundo ficou três vezes maior. A da China cresceu
47 vezes. Enquanto isso, no Brasil o crescimento foi de apenas 20%.
“Infelizmente, a indústria de transformação tem perdido
participação no PIB do país, o que prejudica o crescimento econômico e nos
impõe uma indesejada e cara estagnação. A indústria liderou o crescimento
econômico brasileiro durante boa parte do século XX e até a década de 1980,
quando sua participação foi cerca de 20% do PIB. O que se viu nos últimos anos foi
o seu encolhimento, chegando a 11,3% do PIB em 2021”, afirmou o ministro.
Exportações
Alckmin também discorreu sobre o papel do país nas exportações.
“Nossa missão será resgatar o papel que o Brasil merece ocupar no comércio
exterior. Estamos seguros de que uma maior integração do comércio exterior
brasileiro ao mundo é essencial para o fortalecimento da indústria e dos
serviços em nosso país”, afirmou, novamente citando números para contextualizar
a realidade brasileira.
“Para a China, por exemplo, que é o principal destino das nossas
exportações, três itens, soja, minério de ferro e petróleo, respondem por 75%
do total exportado pelo Brasil. O Brasil é um grande competidor no comércio
internacional de bens agrícolas. E Isso é muito importante. Já para as
manufaturas, a participação brasileira nas vendas globais é de apenas 0,5%,
sendo o 22° maior exportador desses produtos”, afirmou. Ele lembrou na
sequência que o comércio mundial de manufaturas é quase sete vezes superior em
valor ao comércio dos bens agrícolas.
O novo ministro disse que o MDIC trabalhará alinhado com a Apex
Brasil, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), a
Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (IBDI), a Superintendência da
Zona Franca de Manaus (Suframa), o Instituto Nacional de Propriedade Industrial
(INPI), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e
com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) naquilo que
chamou de “grande e inovador programa de reindustrialização, de expansão do
comércio e de fortalecimento dos serviços no Brasil”.
Currículo Geraldo Alckmin
O vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin foi governador de São
Paulo por quatro vezes. É um dos fundadores do PSDB, mas deixou o partido no
final de dezembro de 2021, após mais de três décadas, para se filiar ao PSB e
compor a chapa de Lula à Presidência da República.
Formado em medicina, Alckmin tem 70 anos e ingressou na política
há 50 anos. Ao longo dessas décadas, assumiu vários cargos eletivos: foi
vereador, prefeito de Pindamonhangaba (SP) - sua cidade natal - deputado
estadual, deputado federal, vice-governador e governador de São Paulo, sendo a
pessoa que mais tempo ficou neste último cargo. Nos anos de 2009 a 2010 foi
Secretário de Desenvolvimento Econômico de São Paulo.
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