Segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019 - 10h26

Parlamentar buscava informações para serem discutidas
em Audiência Pública
O deputado Adelino Follador (DEM) propôs uma audiência pública para debater com as autoridades, representantes das empresas e a sociedade rondoniense, as condições de segurança das 22 barragens existentes no Estado. E com o agravamento das inundações da última semana, o parlamentar tem buscado informações para serem discutidas na audiência, que ainda não tem data marcada.
Na manhã do último sábado (09), o deputado, acompanhado da imprensa, foi até a Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Jamari, que fica no Travessão B-40 Sul, próximo à cidade de Ariquemes, para verificar e colher informações sobre as condições e funcionamento da mesma, pois momentos antes havia soado o alarme que indica abertura de comportas.
Mas, ao se apresentar e tentar adentrar na usina foi impedido por uma pessoa que se diz segurança do local, mesmo diante de câmeras, a pessoa se dirigiu ao parlamentar de forma ríspida e mal educada, proferindo ameaças e ironias.
“Eu fui lá baseado nas informações dos moradores de que as águas sobem rapidamente toda vez que soa a sirene, fazendo com que eles suspeitem que as represas são responsáveis pelo alagamento e toda perda que tiveram em suas casas, por isso fui lá pra tirar esta dúvida. Mas, fui muito mal recebido pelo funcionário da empresa, que inclusive fez deboche da situação, dizendo que se tivesse alguém lá embaixo se sentindo prejudicado que eu levasse eles pra minha casa”, declarou Follador.
Adelino disse que saiu do local frustrado por não obter a permissão de entrar, pela arrogância como foi tratado e também por não conseguir as informações que desejava. Também foi negado ao deputado a informação de quem seria, e o contato da pessoa responsável pela PCH.
O deputado disse ainda que a empresa perdeu a oportunidade de esclarecer as dúvidas da sociedade, em explicar o funcionamento da PCH, quais são suas responsabilidades e até onde o controle exercido no nível do rio afeta, ou não, as populações abaixo da represa.
“Essa atitude coloca mais dúvidas ainda sobre as responsabilidades das barragens, quanto ao alagamento que tem provocado tanto caos e prejuízos às pessoas, especialmente as comunidades mais carentes, pois este impedimento aumenta a suspeita de irregularidades, caso contrário, não haveria nenhuma restrição. ”
Outro fator relevante é o alagamento sobre a ponte do rio Jamari na RO-459, deixando Alto Paraíso e o Garimpo Bom Futuro praticamente isolados, além dos prováveis danos na ponte, que serão avaliados assim que as águas baixarem.
“Acredito que na audiência pública teremos as respostas que precisamos, para que sejam encontradas as soluções mais adequadas e urgentes, para isso, é muito importante a participação de todos", concluiu Adelino.
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