Quarta-feira, 19 de agosto de 2009 - 15h20
O mercado Andino, formado por países próximos a Rondônia, como Peru e Bolívia, e mais Chile, Equador, Colômbia e Venezuela, tem que ser explorado pelo governo brasileiro, para exportação de carne e seus derivados, como forma de conter a cartelização do setor frigorífico, dominado por meia dúzia de conglomerados. A defesa é do deputado federal Ernandes Amorim (PTB), em discurso nesta quarta-feira (19) na Câmara.
Segundo ele, atualmente, os pecuaristas têm preferido diminuir o abate em torno de 10% nas regiões Norte e Centro-Oeste - a vender e não receber dos grandes frigoríficos. Há uma contradição absurda patrocinada até mesmo por banco oficial, caso do uso sistemático pelos grandes conglomerados industriais, tendo como suporte financeiro recursos provenientes do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT) e do FGTS, administrado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que tem usado esses recursos nos Planos de Recuperação Judicial dos grupos Independência, Friboi, e outros, sem retorno à sociedade, não ser favorecimento desses grupos, alguns em estado falimentar, afirma Amorim.
Nesse momento, esses grupos querem impor aos pecuaristas, de acordo com o parlamentar, um pagamento simples, sem carência, sem juros, ou correções para valores até de R$. 80 mil reais, com alegação de não possuírem recursos e que ainda precisam de mais créditos do BNDES para pagar os pecuaristas, ter capital de giro, voltar a funcionar e gerar caixa para pagar os demais credores.
E, pasmem, querem eles pagar os demais créditos em 36 parcelas iguais mensais, sem nenhuma correção, com o argumento de que esta é uma proposta excelente se comparada a outras reestruturações, em que há descontos ou períodos de carência de um a dois anos antes do primeiro pagamento. Considero essa proposta simplesmente inadequada e imoral quando se trata de crédito, pois o pecuarista já entregou o seu rebanho, e os industriais já abateram, comercializaram no mercado interno, exportaram e também já receberam os seus créditos e os produtores têm que se submeter à boa vontade deles, para receberem o que lhes é devido, explica Amorim.
Esta situação, diz o deputado, lança sobre a pecuária brasileira toda sorte de instabilidade, com fortes reflexos sobre Rondônia, que tem na pecuária uma das suas principais pauta econômica.
Fonte: Yodon Guedes
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