Quinta-feira, 13 de abril de 2023 - 10h06

Uma
reunião na tarde desta quarta-feira(12), no Plenarinho, da Assembleia
Legislativa de Rondônia, marcou a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito
(CPI), que investigará a criação de onze unidades de conservação em Rondônia.
No
encontro estavam presentes os deputados estaduais: Alan Queiroz (Podemos),
Pedro Fernandes (PTB), Jean Oliveira (MDB) e Alex Redano (Republicanos). De
forma remota participaram também os parlamentares Lucas Torres (PP) e Cirone
Deiró (Podemos).
A
abertura dos trabalhos ficou a cargo do deputado Pedro Fernandes que explicou o
motivo da reunião. Em seguida, foi feita a escolha dos membros da CPI, que tem
a seguinte composição: Alex Redano (Presidente), Jean Oliveira
(vice-presidente) e Pedro Fernandes(Relator). Foi definida que a próxima
reunião da Comissão, será no dia 19 de abril, no mesmo horário.
Após ser
escolhido como presidente da CPI, o deputado Alex Redano conduziu os trabalhos
do grupo. Ele disse que há um projeto para que a CPI tenha suplentes, pois, no
momento, só é permitida a participação de cinco membros. Por isso, haverá uma
mudança no regimento da comissão.
Alex
Redano declarou que as onze unidades de conservação foram criadas na calada da
noite e afetaram muitas famílias. Ele lembrou que tentou suspender o decreto
que instituiu essas áreas. Juntas, elas possuem uma extensão três vezes maior
que o município de São Paulo. Isso ocorreu na época do ex-governador e
hoje senador Confúcio Moura (MDB), em 2018.
“Quando
apresentaram essa ideia eu, como deputado estadual, apresentei uma emenda
contra a criação de reserva por decreto. Da noite para o dia, apareceram onze
decretos sem se observar os critérios técnicos, como fazer audiências ou
indenizar famílias. Pessoas que estão há 20 ou 30 anos na área e com títulos de
propriedade, de uma hora para outra, veem as terras se tornarem reservas
ambientais. Isso tem tirado o sono das famílias”, lamentou.
Global
Pharma
Outro
ponto abordado por Alex Redano foram denúncias que chegaram ao deputado sobre a
empresa Global Pharma, que trabalha com mercado de carbono e estaria atuando em
Rondônia. Ela teria investido R$ 50 milhões e perspectiva de lucrar R$ 80
bilhões em 30 anos em nosso Estado.
“A
comissão investigará os processos administrativos, que cuidam dos estudos
técnicos prévios previstos na legislação. Eles são necessários para a criação
de unidades de conservação. São muitas as denúncias recebidas em nosso
gabinete, dando conta de vícios insanáveis”, declarou.
O
vice-presidente da CPI, deputado Jean Oliveira, reforçou que essas unidades de
conservação foram criadas sem embasamento técnico. Para ele, a comissão é uma
oportunidade de se rever todo esse processo de criação que envolve áreas onde
as características originais foram alteradas (antropizadas).
“Foi
feito a grosso modo, sem nenhuma técnica e em áreas que estão antropizadas.
Nosso objetivo agora, é saber onde teve o erro e sanar de uma só vez esse
problema que assola os moradores dessas terras que estão lá há mais de 30 anos.
O caminho que o estado está tomando é na contramão, pois tem áreas que não
estão antropizadas. Essas, sim, podem se tornar reservas”, declarou.
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