Sexta-feira, 26 de abril de 2024 - 15h23

A Assembleia
Legislativa do Amazonas (Aleam) recebeu, nesta quinta-feira (25/4), em sessão
presidida pelo presidente Roberto Cidade (UB), a 2ª Reunião Ampliada do
Colegiado de deputadas e deputados do Parlamento Amazônico para discutir
questões relacionadas à região com pautas voltadas especificamente ao Amazonas.
Após a
abertura, Cidade abordou a oportunidade para troca de conhecimentos entre os
parlamentares do Parlamento Amazônico e falou também que é preciso que todos se
unam em prol do asfaltamento da rodovia BR-319.
“A rodovia é
uma bandeira do Brasil, sofremos muito por conta da logística e do isolamento,
é preciso que o Amazonas se liberte”, conclamou.
A presidência
da Sessão foi transferida ao presidente do Parlamento Amazônico, deputado
Laerte Gomes (PSD-RO), que também enalteceu a importância da reunião, trazendo
para o debate o isolamento aéreo da Amazônia.
“A questão
aérea é um problema gravíssimo, estivemos na Agência Nacional de Aviação Civil,
a ANAC, em reunião com o presidente do órgão e levamos os problemas de todos os
estados, que hoje se sentem isolados, não têm voos, as tarifas são altíssimas,
isso cria um prejuízo para a região muito grande, tanto social, quanto também
de investimentos”, afirmou.
“E outros
temas também que são comuns aos estados precisam ser debatidos, como por
exemplo, a questão fundiária, ambiental, e do arcabouço fiscal, que nos
preocupa muito por sermos uma região com baixa densidade populacional, e isso acaba
nos prejudicando, então a gente tem vários temas para debater no Parlamento do
Amazonas”, relatou o presidente do Parlamento Amazônico.
Também foi
citada pelos parlamentares estaduais a criação da rota ligada ao Oceano
Pacífico, encurtando a distância à América do Norte, por meio do eixo
multimodal Manta-Manaus, como alternativa ao canal do Panamá, para transporte
dos insumos da Zona Franca de Manaus (ZFM).
O
vice-presidente do Parlamento Amazônico, deputado Sinésio Campos (PT), declarou
que a reunião é uma excelente oportunidade para destravar algumas pautas, no
que dizem respeito ao problema logístico e do isolamento geográfico do
Amazonas.
“Muitas
cidades sequer têm aeródromos no nosso Estado. Precisamos cobrar a ANAC porque
as empresas aéreas que operam aqui têm incentivos e não cobrem os municípios,
por isso defendemos o projeto Manta-Manaus, de interligação da Amazônia com o
Oceano Pacífico”, afirmou Campos.
ANAC
O
superintendente de Acompanhamento de Serviços Aéreos da Agência Nacional de
Aviação Civil (ANAC), Adriano Pinto de Miranda, participou da reunião de forma
remota, e fez uma explanação dos serviços realizados pela agência e respondeu
aos questionamentos dos parlamentares.
“A gente sabe
que a região Norte tem um nó que precisa ser desfeito, que são as poucas
empresas atuando. É preciso trazer mais empresas para que haja mais competição
e o preço das passagens possa diminuir. Nosso entendimento é que precisamos
tornar o mercado mais atrativo, seja através de políticas públicas ou criando
um ambiente adequado, para que as localidades sejam atendidas a contento”,
explicou.
DNIT
O diretor de
Infraestrutura Aquaviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de
Transportes (DNIT), Eric Moura de Medeiros, falou sobre o processo de
sinalização dos rios da Amazônia, procedimento necessário para os transportes
fluviais na região.
“Compete à
Marinha do Brasil garantir a segurança da navegação, em relação à salvaguarda
da vida humana e a proteção do meio ambiente e ao DNIT implantar e conservar a
sinalização náutica das hidrovias”, explicou.
Medeiros
acrescentou que os programas do órgão de monitoramento aquaviário, de dragagem
de manutenção dos rios e de sinalização têm sido realizados na Amazônia, como a
dragagem e sinalização na hidrovia do Madeira, Tapajós, Amazonas e Solimões.
Estiveram
presentes os deputados estaduais Marcelo Cruz (PRTB), presidente da Assembleia
Legislativa de Rondônia, Wellington do Curso (PSC-MA), Edna Auzier (PSD-AP),
Afonso Fernandes (PL-AC), Ismael Crispim (MDB-RO), Léo Barbosa
(Republicanos-TO), Alex Redano (Republicanos-RO), Dirceu Ten Caten (PT-PA) e
Rarison Barbosa (PMB-RR) e pelo lado do Amazonas, os deputados Thiago Abrahim
(União Brasil) secretário da Juventude, Dr. Gomes (PSC), João Luiz
(Republicanos), secretário de Minas e Energia e Wilker Barreto (Cidadania),
diretor da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) no Parlamento
Amazônico, Adjuto Afonso (UB), Rozenha (PMB), Wilker Barreto (Mobiliza) e
Alessandra Campelo (Podemos).
Parlamento
Amazônico
O Parlamento
Amazônico é uma entidade não governamental, sem fins lucrativos, com mais de 20
anos de existência. Congrega 270 deputados estaduais oriundos dos nove estados
que compõem a região da Amazônia Legal: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato
Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.
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