Quinta-feira, 30 de julho de 2015 - 12h31
A campanha Sobreviventes, lançada pelo Governo do Estado para reduzir o índice de acidentes de trânsito, sobretudo os que envolvem motocicletas, ganhou a adesão do Ministério Público Estadual. Segundo o procurador-geral de Justiça, Airton Pedro Marin Filho, a escolha do tema foi muito feliz e, como consequência, deve levar a sociedade a levantar a bandeira da paz.
Lançada na segunda-feira (27), a campanha Sobreviventes será composta por estratégias de órgãos como o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) e a Superintendência de Comunicação (Secom), na busca pela conscientização para o problema. Vítimas sequeladas dos acidentes serão mostradas em depoimentos, como um apelo a favor da paz nas ruas.
Airton Pedro Marin Filho diz que o Ministério Público apoiará a campanha com divulgação interna e externa, e, também, como patrocinador da campanha. Atuará, ainda, como agente acompanhador e fiscalizador de todas as políticas que a partir de agora serão desenvolvidas.
Outra forma de participação do MP será com informações disponíveis como registros de ocorrências, tipos de acidentes, locais, intensidade e perfil das vítimas.
Airton Marin filho explica que a partir disso se poderá criar políticas voltadas para a redução de acidentes. “Enquanto não conhecermos profundamente o problema e não tivermos domínio do que acontece, tudo o que se fizer será experimental”, afirma. Ele considera que o momento, diante do alto índice de ocorrências, exige ações efetiva o mais rápido possível.
“Por mais que vejamos uma mãe chorando porque o filho morreu no trânsito, não conseguimos mensurar aquele sofrimento.” – Airton Marin Filho, procurador-geral de Justiça
A escolha do tema da campanha foi feliz, segundo o procurador. Ele explica que quando falamos da morte, nos referimos a morte do outro. “Por mais que vejamos uma mãe chorando porque o filho morreu no trânsito, não conseguimos mensurar aquele sofrimento.”
Ao analisar as consequências dos acidentes, o procurador Airton Marin acentua que, além de ceifar vidas e mutilar pessoas para vida inteira, resta também a o ônus para o estado. Os reflexos estão nos hospitais públicos, para onde são encaminhadas as vítimas para atendimento e tratamento.
Os fatores que contribuem para as estatísticas negativas são conhecidos, segundo o procurador. “Vemos, pelos processos, que há muita imprudência, embriaguez, falta de respeito ao ciclista, ao pedestre, e principalmente, muitas pessoas sem habilitação conduzindo veículos”, conclui.
Fonte
Texto: Nonato Cruz
Fotos: Reprodução - Decom
Decom - Governo de Rondônia
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