Terça-feira, 1 de setembro de 2015 - 21h56

O Conselho Regional de Enfermagem de Rondônia (Coren-RO) iniciou, na segunda-feira última (31), uma agenda de visitações pelos hospitais da rede pública do Estado intensificando a rotina de fiscalização que o órgão desenvolve. Em função das recentes denúncias feitas pelos usuários dos principais hospitais públicos de Porto Velho, e a maior concentração das reclamações direcionadas para o Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II, a equipe de fiscalização, acompanhada de seus conselheiros, avaliou as condições estruturais do citado hospital e constatou, em primeiro plano, a total precariedade.
As averiguações também focaram em pontos primordiais para a boa acomodação dos pacientes. Em relatório, foi especificada a falta de espaço físico salubre para a acomodação digna dos pacientes, considerando que alguns destes foram encontrados, durante a visita, repousando no próprio chão do hospital. Outros também foram “jogados” em cadeiras e macas de ferro no espaço denominado área externa do Hospital.

Para os fiscais do Coren-RO, dentre outras irregularidades também está a distribuição feita pelo setor de recursos humanos, apresentando insuficiência para o atendimento à demanda. De acordo com as informações, a equipe de enfermagem é insuficiente para o quantitativo de pacientes. A falta de vagas para os pacientes que se encontram na emergência com indicação de internação, ou com encaminhamento para a internação no Hospital de Base, também é um ponto caótico.
Essas questões, de acordo com declarações da presidente do Coren-RO, Ana Paula Cruz, significam grande desrespeito ao paciente que se submete a situações vexatórias, sem privacidade durante o atendimento emergencial e internação. “Muitas pessoas, com suas dores, ficam espalhadas pelos corredores do hospital da forma mais indigna possível. Constrangidas pela exposição a que são jogadas. Isso tudo é um grande desrespeito”, argumenta Ana Paula salientando ainda que isso também se trata de um desrespeito às normas técnicas de insalubridade, ergometria e segurança para os profissionais de enfermagem, com sobrecarga de trabalho, dentre outros aspectos.
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Durante a visita dos fiscais e conselheiros do Coren-RO ao Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II alguns pacientes reclamaram das condições desumanas a que foram jogados. “Quebrei minha perna, em um acidente de trânsito, e estou aqui nessa maca, ao lado de um tambor de lixo. Ontem alguns pacientes estavam jogados pelo chão, durante a noite. Dormiram ali mesmo”, desabafa um paciente que preferiu não ter seu nome divulgado.

Fonte: Ascom/Coren-Ro
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